Alberto Ortega - Europa Press
MADRID 8 set. (EUROPA PRESS) -
A ministra porta-voz do Governo, Elma Saiz, anunciou que serão 40 os documentos que serão desclassificados, datados entre 1º de julho e 1º de agosto, relacionados à crise em Ceuta, causada pela entrada em massa de cerca de 80 mil migrantes pela fronteira com o Marrocos, e ressaltou que mais relatórios relevantes serão publicados, caso haja, pois o Executivo não tem “nada a esconder”.
Saiz explicou que, a partir desta quarta-feira, pelo site da Moncloa, será possível acessar “todos os documentos que estão nas mãos do Governo da Espanha” e defendeu que a população poderá acessar “as informações disponíveis”, pois agem com transparência.
Em uma coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros, a ministra indicou que serão divulgados cerca de 40 documentos e, para isso, o Governo realizou “um importante trabalho de anonimização” para desclassificar e compartilhar os relatórios “que tivessem relevância”. Além disso, ela lembrou que os textos que afetam a Segurança Nacional seguem seu “caminho” na Comissão de Segredos Oficiais do Congresso.
RESPOSTA A FEIJÓO
Saiz também respondeu ao presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, que, em uma entrevista à ‘Antena 3’, questionou se os relatórios de Ceuta que o governo vai desclassificar estarão “censurados” e afirmou que confia “muito mais” na investigação conduzida pela Audência Nacional.
Para a porta-voz, Feijóo “faria bem em se comportar como um verdadeiro líder da oposição” e em ser “um homem de Estado que se colocasse ao lado do Governo com responsabilidade e prudência”, sem aderir a “teorias da conspiração ou à desinformação”.
“O prazo para restaurar a normalidade em Ceuta e resolver essa crise passa pela colaboração entre os órgãos governamentais. Sem dúvida, ser um partido de oposição que só coloca pedras no caminho não ajuda em nada os ceutianos”, repreendeu Saiz.
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