Fernando Sánchez - Europa Press
MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo considera que o depoimento prestado no Supremo Tribunal pelo suposto intermediário do “caso Koldo”, Víctor de Aldama, demonstrou que ele é um “mentiroso” e entende que ele lançou acusações contra o PSOE por suposto financiamento irregular sem provas e com base em boatos.
Segundo fontes governamentais citadas pela Europa Press, ficou comprovado nesta quarta-feira que Aldama não consegue provar os crimes que atribui ao PSOE e conta apenas com supostos depoimentos de terceiros sem evidências.
Dessa forma, rejeitam o depoimento que ele prestou no Supremo, onde afirmou que Koldo García, ex-assessor do ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos, lhe pediu para intermediar junto a empresas construtoras para que estas contribuíssem com dinheiro destinado ao financiamento do PSOE.
Aldama declarou que as empresas contribuíam com fundos por meio de licitações de obras públicas e que ele entregava quantias em dinheiro no Ministério e na residência particular de Ábalos, e tanto o ministro quanto seu assessor lhe diziam que “parte desse dinheiro era destinada ao financiamento do Partido Socialista”.
O empresário Aldama fala de entregas mensais fixas de 10.000 euros e outras mais elevadas em momentos específicos, de “50-60.000 euros” que levava em envelopes e outras ainda maiores, de até “250.000 euros”, que carregava em uma mochila, segundo relatou.
KOLDO E ÁBALOS, POUCO CONFIÁVEIS
No Governo, considera-se que Aldama está exercendo seu direito de mentir — do qual dispõe por declarar-se como investigado no caso — e ressalta-se que a única prova que ele apresentou para sustentar essa acusação é o suposto testemunho de duas pessoas, Ábalos e Koldo, que estão sendo julgados por crimes graves, que demonstraram ter comportamentos “moralmente questionáveis” e que “não são confiáveis”.
No Governo, acredita-se que Ábalos e seu assessor possam ter dito a Aldama que o dinheiro iria para o PSOE para pressioná-lo a contribuir com mais recursos, mas insistem que o dinheiro nunca entrou no partido, pois as contas foram minuciosamente revisadas.
Na mesma linha, a secretária de Organização do PSOE, Rebeca Torró, atacou Aldama, que, segundo ela, “fez das mentiras sua estratégia de defesa”, conforme indicou em uma mensagem no X. “Já são dois anos apontando acusações sem provas. Não esperamos desculpas, basta que parem de caluniar”, afirmou.
O PSOE INSISTE: “NÃO HOUVE FINANCIAMENTO ILEGAL”
Em um comunicado, o PSOE enfatiza que Aldama lança “acusações sem fundamento” porque, insistem, “não há crime a ser comprovado”. “Mentira após mentira. Estamos diante de uma estratégia conhecida: em seu direito de defesa, o engano é sua principal ferramenta. Apontar sem provas e gerar barulho onde não há crimes”, afirmam.
Os socialistas sinalizam ainda que voltarão a pedir proteção ao Supremo Tribunal para agir “frente a essas injúrias” com as quais se sentem difamados. “Não existe financiamento ilegal no PSOE, só existem as mentiras de Aldama”, reiteraram.
Além disso, rejeitam lições do PP, a quem acusam de ter tido “caixas B, pagamentos extra e sentenças transitadas em julgado por corrupção” e de fazer vista grossa quando surgem casos de corrupção, enquanto o PSOE, defendem, age com transparência, colabora com a Justiça e tem absoluta disposição para “esclarecer qualquer fato”.
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