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MADRID, 18 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo do presidente colombiano Gustavo Petro ordenou nesta sexta-feira a suspensão das operações militares contra as facções dissidentes do Estado-Maior Central (EMC) das FARC, lideradas, entre outros, por Alexánder Mendoza, conhecido como "Calarcá".
A presidência colombiana explicou em um comunicado que a medida busca "estabelecer as condições para que os membros remanescentes dos grupos avancem para o desenvolvimento de uma fase avançada do processo de paz".
Da mesma forma, enfatizou que isso contribuirá "para a execução de transformações territoriais que permitirão a produção de alimentos e agricultura em Caquetá e na região de Catatumbo, a revitalização da selva amazônica e a transformação para economias legais junto com os membros do grupo armado em transição para a vida civil".
O decreto, assinado pelo ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, permanecerá em vigor até 18 de maio e prevê a criação de um mecanismo de comunicação "para evitar incidentes entre as partes", bem como uma equipe de avaliação política.
Horas antes, o governo colombiano havia decidido não prorrogar o cessar-fogo contra o Estado-Maior dos Blocos e Frente (EMBF), formado pelos blocos Jorge Suárez Briceño, Magdalena Medio Gentil Duarte e a frente Raúl Reyes, comandada, entre outros, por Eduardo García Téllez, vulgo "Andrey", e Yeison Alexis Ojeda, também conhecido como "Danilo Alvizú".
O governo colombiano tem vários processos de paz abertos que estão em diferentes estágios. Além da divisão do EMC, há também conversações com o outro grupo dissidente da Segunda Marquetalia e as negociações congeladas com o grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN).
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