Gabriel Luengas - Europa Press
MADRID 30 dez. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Transformação Digital e Função Pública, Óscar López, assegurou nesta terça-feira que o Governo bloqueou mais de 200 operações de compra de material de defesa de empresas israelenses desde que entrou em vigor o embargo a Israel, depois que o Governo concedeu à Airbus uma exceção para comprar produtos do Estado hebreu dentro do marco da norma.
O embargo ao comércio de defesa com Israel está em vigor desde sua publicação no Diário Oficial do Estado (BOE) em 23 de setembro, e o governo argumenta que ele consagra uma medida que tem sido aplicada "de fato" desde 7 de outubro de 2023.
O Plenário do Congresso a endossou em 8 de outubro. O governo a levou à Câmara dos Deputados como um decreto-lei, mas foi acordado que ela seria processada como um projeto de lei para que os parceiros do governo pudessem introduzir alterações em seus artigos, como haviam exigido por considerá-la insuficiente e, em sua opinião, contemplar muitas exceções alusivas à segurança nacional.
O último Conselho de Ministros do ano aprovou uma dessas exceções para a Airbus para "fins industriais". De acordo com a ministra da Defesa, Margarita Robles, o acordo com a Airbus permite que a empresa continue importando materiais para projetos específicos de aviação, como o A400 e o C295, que exigem tecnologia israelense.
DUZENTOS CONTRA UM
Nesse contexto, López informou na terça-feira que, desde que o embargo entrou em vigor, "mais de 200 operações para a compra de material relacionado a Israel" foram bloqueadas, com uma única exceção, a da Airbus. "E uma foi aprovada", enfatizou ele em uma entrevista ao programa 'Las Mañanas' da TVE, noticiada pela Europa Press.
A Sumar, a ala minoritária do governo, levantou objeções à excepcionalidade aplicada, argumentando que ela não se justifica. Perguntado sobre a posição dos parceiros do Executivo, López insistiu que a prerrogativa concedida à Airbus "era vital e estratégica para que a indústria espanhola pudesse colaborar" com a empresa.
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