Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo
MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O Governo voltou a deixar claro que o Congresso será a câmara onde seus ministros prestarão esclarecimentos sobre a crise migratória em Ceuta e instou o PP a mobilizar o Senado para resolver a renovação pendente do Tribunal Constitucional, em vez de encenar “espetáculos” tentando organizar audiências “duplicadas”.
O PP, graças à sua maioria absoluta, convocou novamente esta semana no Senado três ministros para discutir a crise de Ceuta — os titulares das Relações Exteriores, do Interior e da Defesa —, embora o governo se remeta às audiências já agendadas no Congresso para o final do mês.
E o secretário de Estado para as Relações com as Cortes, Rafael Simancas, deixou claro nesta segunda-feira na rede social ‘X’ que o governo não pretende atender a esses pedidos de comparecimento do Senado.
Em uma mensagem divulgada pela Europa Press, Simancas critica “o absurdo de marcar audiências duplicadas e sem tempo para preparação” e ressaltou que “o Governo prestará contas sobre Ceuta no Congresso entre os dias 25 e 28 de agosto”.
“ESPETÁCULOS”
Em sua opinião, “o Senado do PP renuncia à sua função constitucional para continuar organizando espetáculos contra o Governo”.
O ministro da Justiça, Félix Bolaños, insiste nesse ponto e, na mesma rede social, lembra que já se completam oito meses em que o PP desrespeita a Constituição ao não renovar, “com desculpas esfarrapadas”, os quatro magistrados do Tribunal Constitucional que cabem à Câmara Alta, como ocorreu durante cinco anos com o Conselho Geral do Poder Judiciário (CGPJ).
“O PP no Senado: encenações, muitas; cumprir a Constituição, nada”, reitera.
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