Publicado 18/03/2025 05:32

O governo rejeita a retomada dos bombardeios "indiscriminados" em Gaza: "Esse não é o caminho para a paz".

Albares insiste que o aumento dos gastos com defesa não é uma decisão eleitoral e reitera ao PP a necessidade de "unidade".

O Ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, realiza uma coletiva de imprensa sobre as reuniões que o Presidente do Governo, Pedro Sánchez, está realizando com os porta-vozes dos grupos parlamentares, na
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, expressou nesta terça-feira a rejeição do governo à retomada dos bombardeios "indiscriminados" de Israel contra a população civil em Gaza, e advertiu que essa não é a melhor maneira de alcançar a paz e a segurança.

"Não consigo encontrar palavras para descrever a situação em Gaza", admitiu o ministro em uma entrevista ao programa 'Onda Cero', noticiada pela Europa Press, depois que Israel encerrou o cessar-fogo com o Hamas em Gaza e bombardeou o enclave costeiro nas últimas horas, deixando mais de 300 mortos.

"Devemos lamentar e rejeitar essa nova onda de violência e esses novos bombardeios, que também atingem a população civil indiscriminadamente", disse Albares, lembrando também a condenação do governo à decisão anterior de Israel de suspender a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e o corte do fornecimento de eletricidade.

"Esse não é o caminho para a paz, para palestinos e israelenses, nem é o caminho para garantir a segurança de qualquer povo no Oriente Médio e dar estabilidade a ele", enfatizou o chefe da diplomacia, insistindo mais uma vez na necessidade de um cessar-fogo permanente, na entrada maciça de ajuda em Gaza e no progresso em direção à implementação da solução de dois Estados.

ESPERA QUE PUTIN ACEITE A MÃO ESTENDIDA DE ZELENSKI

Com relação ao conflito na Ucrânia, ele esperava que o presidente russo Vladimir Putin "aceitasse a mão estendida" de seu colega ucraniano, Volodymyr Zelenski, durante as conversas planejadas com o presidente dos EUA, Donald Trump, e "aceitasse um cessar-fogo sem condições", embora até agora ele tenha apresentado "muitas condições, ses e mas".

"Espero que possamos dizer que a Rússia também quer a paz" depois desse telefonema, acrescentou, reiterando mais uma vez a disposição da Espanha e de seus parceiros europeus de continuar apoiando a Ucrânia para evitar que o que foi uma guerra de agressão termine em uma "paz injusta".

Quanto aos planos do governo de antecipar o aumento dos gastos com defesa para 2% do PIB até 2029, ele insistiu mais uma vez junto ao PP que este é o "momento de união" e não de "desgaste" da oposição.

O AUMENTO DOS GASTOS COM DEFESA, UMA DECISÃO EUROPEIA

"Não é o programa do PSOE ou uma decisão do governo de coalizão, são decisões que nós, europeus, tomamos juntos para garantir nossa segurança, para garantir os projetos de vida dos espanhóis, devido a circunstâncias que nos são impostas de fora", como a guerra de agressão russa na Ucrânia e os "novos postulados" da administração Trump, disse ele.

Por esse motivo, ele considerou que "todos os grupos de oposição devem se unir em torno do governo e da Europa", insistindo mais uma vez na necessidade de "uma visão clara". "Este é o momento de ser a Espanha e de ser a Europa", acrescentou.

Albares considerou que o PP "tem a vantagem sobre outros partidos no arco parlamentar", pois muitos dos governos europeus pertencem à sua família política e, portanto, "deve ter conhecimento em primeira mão" da situação.

Ele aconselhou o líder dos 'populares', Alberto Núñez Feijóo, que "se ele achar muito difícil" apoiar o governo, ele deve dizer que vai buscar a unidade com sua família política e com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, que também pertence ao EPP.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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