MADRID, 5 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo e os partidos de esquerda prestaram homenagem nesta quarta-feira às “Treze Rosas”, o grupo de mulheres — várias delas pertencentes às Juventudes Socialistas — que foram fuziladas pelo regime de Franco, e defenderam as leis de Memória contra a revogação dessas normas promovida pelos governos regionais do PP e do Vox.
Nesse sentido, vários líderes políticos, em memória do fuzilamento das “Treze Rosas” em 5 de agosto de 1939, compartilharam em suas redes sociais diversas mensagens de homenagem a esse grupo de mulheres assassinadas pela ditadura franquista.
Entre eles, o ministro de Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, que em sua conta no ‘X’ destacou que “o esquecimento nunca pode ser a resposta” e defendeu a “Memória Democrática” para que “a luta daqueles que defenderam as liberdades nunca seja apagada de nossa história”.
“SUA LUTA NÃO PODE SER EM VÃO”
Por sua vez, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, compartilhou a publicação do PSOE no ‘X’, na qual o partido relembrava os 87 anos do fuzilamento que deixou “treze jovens assassinadas pela ditadura franquista por defenderem uma sociedade mais justa, igualitária e livre”: “A luta delas nunca será em vão. Seus nomes nunca serão apagados da história”, destacou a postagem.
Por sua vez, a secretária-geral das Juventudes Socialistas da Espanha (JSE), Aránzazu Figueroa, incentivou a não se resignar, não desistir nem abaixar a cabeça diante daqueles que querem voltar “a uma Espanha em preto e branco”. “Esse legado é o que temos de mais importante e continuaremos lutando contra o fascismo e a intolerância”, afirmou ela em um ato de homenagem realizado no cemitério de La Almudena (Madri).
Da mesma forma, outras formações, como o Movimento Sumar, a Esquerda Unida e o Partido Comunista da Espanha (PCE), aderiram às homenagens às Treze Rosas: “Que seus nomes não sejam apagados da história. Nem hoje, nem nunca”, compartilhou no ‘X’ o partido de Yolanda Díaz.
NÃO BRANQUEAR A DITADURA
O coordenador federal da Izquierda Unida, Antonio Maíllo, quis relembrar o último desejo de uma das mulheres fuziladas, Julia Conesa, costureira e ativista política das Juventudes Socialistas Unificadas, que pedia que seu nome “não fosse apagado da história”: “Diante daqueles que branquear a ditadura franquista: memória, verdade, justiça e reparação”, escreveu ele.
Além disso, o PCE de Madri destacou, por meio de um comunicado à imprensa, que “a memória não pode se tornar um exercício meramente simbólico” e ressaltou que preservá-la é “uma obrigação coletiva” diante dos “discursos de ódio” e daqueles “que pretendem branquear o franquismo”. “Reivindicamos o exemplo daqueles que lutaram pela liberdade e pela justiça social”, afirmou o secretário-geral do PCE em Madri, Miguel Montero.
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