Ayman Nobani/dpa - Arquivo
MADRID 3 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo palestino criticou nesta quinta-feira a recepção na Hungria ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e pediu a Budapeste que "respeite o direito internacional" e proceda à sua prisão, de acordo com o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade no âmbito da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza.
O Ministério das Relações Exteriores da Palestina disse em uma declaração em sua conta na mídia social X que a reunião em Budapeste entre Netanyahu e o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, foi "um desrespeito à justiça internacional à custa do sangue do povo palestino, incluindo crianças, mulheres, idosos e doentes".
O fato de essa viagem "coincidir com a escalada da guerra de genocídio, deslocamento e anexação de Israel incentiva Netanyahu e membros de seu governo a continuar cometendo crimes, minando a justiça internacional e perpetuando a política de impunidade".
Ele condenou o fato de que em sua conferência de imprensa conjunta "eles ignoraram a guerra genocida" em Gaza e "os direitos dos palestinos, sobre os quais há um consenso internacional". "É um retrocesso nas relações internacionais", lamentou, antes de conclamar a Hungria a prender Netanyahu, a quem descreveu como um "criminoso", e entregá-lo "imediatamente" à justiça.
O governo palestino, no entanto, não fez nenhuma referência ao anúncio da decisão de Budapeste, na quinta-feira, de iniciar os procedimentos para sua retirada do TPI, fato justificado por Orbán como uma resposta ao fato de o tribunal ter se tornado, em sua opinião, "um tribunal político".
"Nos últimos anos, ele não se baseia mais no estado de direito", disse Orbán, que deu como exemplo "claro" as investigações e acusações abertas nos últimos anos contra Israel, o que levou Netanyahu a aplaudir a decisão "corajosa" e "baseada em princípios" da Hungria em sua coletiva de imprensa conjunta.
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