Publicado 28/03/2026 00:24

O Governo palestino comemora a resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre os territórios ocupados

O Ministério das Relações Exteriores palestino destacou a “especial importância” dessa decisão “à luz das circunstâncias atuais”

Archivo - Arquivo - 16 de junho de 2025, Genebra, Suíça: Genebra, Suíça, 16/06/2025: Os diversos diplomatas e representantes dos diferentes países presentes na ONU durante a 59ª sessão do Conselho de Direitos Humanos. Conferência de imprensa sobre a 59ª s
Europa Press/Contacto/Eric Dubost - Arquivo

MADRID, 28 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores palestino comemorou o projeto de resolução aprovado nesta sexta-feira pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a situação nos Territórios Palestinos Ocupados por Israel, incluindo Jerusalém Oriental, que ressalta a obrigação de “garantir a prestação de contas e a justiça”.

“Essas posições representam um passo importante na luta contra a impunidade”, afirmaram as autoridades palestinas por meio de um comunicado nas redes sociais após a aprovação da resolução, que obteve 24 votos a favor, 19 abstenções e quatro votos contra.

Sobre a necessidade de garantir a prestação de contas dos autores de crimes contra o povo palestino, o Ministério destacou a “especial importância” dessa decisão “à luz das circunstâncias atuais”, no contexto da escalada dos ataques de colonos israelenses contra a população palestina sob a proteção do Exército, conforme denunciou.

Assim, avaliou positivamente o projeto de resolução aprovado nesta sexta-feira pelo órgão das Nações Unidas, por considerar que ele garante “que não haja impunidade e que se alcance a justiça”.

As autoridades palestinas agradeceram aos países que votaram a favor da resolução, entre os quais se encontra a Espanha, uma vez que sua postura reflete “um compromisso sincero com os princípios da Justiça Internacional, a proteção dos Direitos Humanos e o Estado de Direito”, indicaram.

Por outro lado, expressaram seu desacordo com os países que votaram contra a iniciativa. “Essas posições encorajam Israel a continuar com sua abordagem criminosa contra o povo palestino”, acrescentaram.

Da mesma forma, instaram a comunidade internacional a adotar “medidas práticas e eficazes” para aplicar as disposições do projeto de resolução aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos, como garantir a prestação de contas por parte daqueles que cometem crimes contra o povo palestino ou facilitar às vítimas “o acesso a recursos efetivos”.

Nesse sentido, a adoção desta resolução concretiza a responsabilidade da comunidade internacional de não reconhecer “a situação ilegal decorrente da ocupação (israelense) e de não fornecer qualquer tipo de apoio que contribua para a sua continuidade, conforme estabelecido no parecer consultivo emitido pela Corte Internacional de Justiça”, assinalou o Ministério das Relações Exteriores. Entre essas medidas está incluída a proibição de fornecer a Israel “armas ou equipamentos que possam ser utilizados para cometer mais crimes e violações”, declarou.

O projeto de resolução do órgão da ONU surge após a morte de pelo menos três palestinos em um ataque perpetrado por colonos e uma nova operação das forças de segurança de Israel na Cisjordânia, conforme denunciaram as autoridades palestinas, em meio ao recrudescimento, nos últimos meses, desse tipo de incidente, que deixa dezenas de mortos em meio a denúncias da Organização das Nações Unidas e de inúmeras organizações não governamentais.

Esse tipo de incidente voltou a aumentar desde 7 de outubro de 2023, data dos ataques contra Israel liderados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), embora já nos primeiros nove meses daquele ano tivessem sido registrados números recordes de palestinos mortos nesses territórios em duas décadas, desde a Segunda Intifada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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