Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo
MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo húngaro aprovou nesta quinta-feira a futura realização de uma consulta sobre a integração da Hungria na União Europeia, um compromisso lançado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán após o Conselho Europeu extraordinário realizado na semana passada em Bruxelas e centrado na situação da guerra na Ucrânia.
O porta-voz do governo, Gergely Gulyas, anunciou o acordo no final da reunião do gabinete, embora ainda não esteja claro quando o referendo será realizado. O governo havia previsto que, dependendo dos resultados, adotaria algum tipo de posição mais firme.
Gulyas aproveitou a oportunidade para saudar os esforços da administração de Donald Trump para alcançar a paz na Ucrânia, ao mesmo tempo em que criticou a resolução adotada pelo Parlamento Europeu na quarta-feira, que apoia o plano de rearmamento apresentado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de acordo com declarações divulgadas pelo governo.
Ele também classificou como "perigosa" a promessa de concluir a adesão da Ucrânia à UE até 2030. O primeiro-ministro Orbán disse na sexta-feira que essa integração implicaria "o colapso da Europa" e que a UE não pode assumir os efeitos colaterais derivados do conflito que começou em fevereiro de 2022 devido à invasão militar lançada pela Rússia.
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