Publicado 07/04/2026 14:52

O governo não pretende assumir mais responsabilidades políticas pelo julgamento de Ábalos, mesmo que o Supremo o condene

O ex-ministro José Luis Ábalos no banco dos réus durante o julgamento do “caso das máscaras” no Supremo Tribunal, em 7 de abril de 2026, em Madri (Espanha). O ex-ministro José Luis Ábalos, seu ex-assessor Koldo García e o empresário Víctor de
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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

O governo considera que já assumiu todas as responsabilidades políticas pertinentes no caso que envolve o ex-ministro José Luis Ábalos e não prevê nenhuma medida interna, mesmo que o julgamento do caso das máscaras, que teve início nesta terça-feira no Supremo Tribunal, resulte em condenação.

As fontes governamentais consultadas consideram que, na época, já tomaram as medidas que precisavam tomar, ou seja, a expulsão de Ábalos do PSOE após a prisão de seu ex-assessor Koldo García por supostas práticas corruptas.

Decisões essas que, ressaltam, foram “muito dolorosas” porque implicaram afastar um companheiro de partido e de governo em quem confiavam e a quem consideravam uma pessoa honesta, apesar de, durante meses, terem surgido informações que o incriminavam.

Sua saída também foi dolorosa pelo “dano que causou à organização” ao dispensar uma pessoa com o currículo de Ábalos, braço direito de Pedro Sánchez, ministro dos Transportes e “número três” do PSOE.

NÃO ESPERAM NOVAS INFORMAÇÕES CONTRA O GOVERNO

Nesta terça-feira teve início no Supremo Tribunal o julgamento pelo suposto recebimento de propinas na compra de material de saúde durante a pandemia, no qual estão acusados Ábalos, Koldo García e o empresário Víctor de Aldama, mas no Executivo tentam demonstrar tranquilidade e minimizar a importância do caso.

As fontes consultadas mostram-se convencidas de que o Governo não tomará outras decisões além das já adotadas, pois dão como certo que não surgirão novas informações ao longo deste julgamento que enfraqueçam o Executivo de Sánchez.

No Conselho de Ministros, acredita-se que todos os detalhes do caso já são conhecidos e, portanto, o julgamento será uma repetição do que já se sabe e foi publicado até agora. O dano que este caso causou ao governo já ocorreu, apontam, e, portanto, consideram o caso já superado.

Nesta mesma terça-feira, a porta-voz do governo, Elma Saiz, já apontava nessa direção durante a coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros, depois de ser questionada em diversas ocasiões sobre se o Executivo pretende assumir responsabilidades caso haja uma sentença condenatória.

“As responsabilidades foram assumidas”, afirmou ela, defendendo que o PSOE afastou Ábalos e, portanto, tem “tolerância zero” com a corrupção, ao contrário do PP que, segundo ela, “destruiu provas à martelada”.

DEFENDEM QUE A DIMENSÃO DO CASO KITCHEN É MAIOR

No Governo, além disso, esperam que o efeito deste julgamento seja atenuado pelo outro processo de corrupção que acaba de começar na Audiencia Nacional, o “caso Kitchen”, que investiga a cúpula do Ministério do Interior na gestão de Mariano Rajoy por uma suposta espionagem com recursos públicos.

Os socialistas consideram que não se pode comparar a dimensão de um caso com a de outro e ressaltam que, no caso “Kitchen”, trata-se da Polícia cometendo supostos crimes por ordem do Governo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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