Publicado 14/01/2026 15:44

O Governo nega o caso de espionagem do ministro da Justiça: "Ele foi vítima de informações falsas".

Archivo - Arquivo - 11 de março de 2025, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: O novo ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sanchez, participa da cerimônia de posse como novo ministro da Defesa em 11 de março de 2025 na escola de cadetes militares José Maria Co
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo

MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) - O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, negou nesta quarta-feira o caso de espionagem através do programa Pegasus denunciado ontem pelo ministro da Justiça, Andrés Idárraga Franco, e ressaltou que esse software deixou de ser utilizado em 2022. “Ele foi vítima de informações falsas”, afirmou. “Nunca foi ordenado pelo Ministério da Defesa ou por qualquer força armada que se fizesse um acompanhamento como essa informação falsa que foi enviada ao nosso ministro da Justiça”, assegurou Sánchez em uma coletiva à imprensa.

Sánchez explicou que o programa Pegasus “esteve na Colômbia entre 2021 e 2022”, mas que, desde então, “deixou de ser utilizado”. O próprio presidente Gustavo Petro já havia alertado, após sua chegada à Casa Nariño, que o software já havia sido utilizado durante o mandato de seu antecessor, o ex-presidente Iván Duque.

“Não está sendo usado pelas forças de segurança” e “não usamos esse tipo de software”, enfatizou o ministro da Defesa, que ressaltou que qualquer operação desse tipo deve primeiro contar com o aval de uma ordem judicial, seguindo todo o devido processo legal.

O ministro da Justiça denunciou ter sido vítima, juntamente com sua família, de um caso de espionagem dentro do Ministério da Defesa, em retaliação às suas investigações sobre possíveis casos de corrupção nas Forças Armadas, que remontam à época em que ele atuava como secretário de Transparência.

Franco, que assumiu como novo ministro da Justiça em outubro de 2025, havia investigado possíveis ligações entre altos comandos do Exército e grupos armados, como os dissidentes de “Iván Mordisco”, a guerrilha do ELN, ou outras estruturas criminosas, bem como o possível desvio de armamento.

A denúncia de Franco foi a primeira desse tipo registrada desde as escutas ilegais que o extinto Departamento Administrativo de Segurança (DAS) fez aos juízes do Supremo Tribunal de Justiça durante o mandato do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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