Europa Press/Contacto/Lebanese Presidency Office
MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -
O governo libanês emitiu na segunda-feira uma declaração ministerial para um roteiro no qual defende que o Estado deve estender sua soberania sobre "todo o território libanês" e ter o "monopólio das armas" no país, o que implicaria no desarmamento da milícia xiita Hezbollah.
A declaração, que será submetida à votação no parlamento, foi aprovada durante a segunda sessão do Conselho de Ministros desde sua formação, com a presença do presidente libanês, general Joseph Aoun, e do primeiro-ministro Nawaf Salam.
O chefe da pasta de informações, Paul Morcos, fez o anúncio após a reunião de ministros em uma coletiva de imprensa na qual ele delineou os compromissos do governo libanês, incluídos no que pretende ser seu roteiro, entre eles "o dever do Estado de monopolizar a posse de armas e estender sua soberania sobre todo o seu território exclusivamente por suas próprias forças" e o respeito à "Resolução 1701 do Conselho de Segurança em sua totalidade e sem fragmentação ou derrogação".
Questionado sobre as armas do Hezbollah ao norte do rio Litani, Morcos esclareceu que "não haverá contradição". Como ele explicou, o governo "se reunirá em cada estação, decidirá sobre os mecanismos necessários e estudará os detalhes em sessões sucessivas" do Conselho de Ministros.
Em sua aparição, relatada pela agência de notícias estatal NNA, o ministro também enfatizou que o roteiro inclui a "libertação de todo o território libanês", "neutralizando o Líbano dos conflitos dos eixos" e não usando o país como uma "plataforma para atacar países irmãos e amigos".
De acordo com o presidente, citado por Morcos, esses pontos contêm "cerca de 80% do Acordo de Taif", assinado em 1989, que pôs fim à guerra civil no Líbano, delineou a reforma política no país e o estabelecimento de relações com a Síria.
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