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MADRID, 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, pediu nesta quinta-feira um “maior compromisso” por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim à guerra no Oriente Médio, desencadeada há 20 dias, quando o país norte-americano lançou sua ofensiva ao lado de Israel contra o Irã.
Foi o que ele afirmou durante uma entrevista concedida à rede de televisão CNN, na qual se dirigiu ao mandatário norte-americano, a quem considera ser quem pode pôr fim a este conflito “mais do que ninguém”.
Salam lembrou também que se trata de uma guerra “imposta” ao seu país, onde já morreram mais de mil pessoas, entre elas 118 crianças, devido aos ataques realizados por Israel desde o último dia 2 de março, dias depois que a ofensiva surpresa contra Teerã matou o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Os ataques de Israel também provocaram o deslocamento de mais de um milhão de pessoas desde então, enquanto outras 125 mil, metade delas menores de idade, fugiram para a Síria diante da escalada do conflito, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Assim, ele reiterou a disposição das autoridades libanesas de chegar a um cessar-fogo com Israel, pois a população precisava de uma trégua “ontem” e “não amanhã”. Vale lembrar que Beirute manifestou nos últimos dias sua disposição de iniciar negociações diretas com Israel para esse fim, embora tenha denunciado que o governo de Benjamin Netanyahu “rejeita um cessar-fogo”.
Os ataques de Israel ao Líbano ocorrem em resposta ao lançamento de projéteis pelo partido-milícia xiita libanês Hezbollah, em vingança pelo assassinato de Jamenei, embora o Exército israelense já tivesse lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o país vizinho, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024.
Israel tem argumentado durante todo esse tempo que age contra as atividades do Hezbollah e assegurado que, por isso, não viola o acordo, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
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