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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades libanesas elevaram nesta terça-feira para mais de 2.400 o número de mortos causados pela última ofensiva de Israel contra o Líbano, desencadeada no último dia 2 de março, coincidindo com o lançamento de projéteis pelo partido-milícia xiita Hezbollah contra território israelense, um balanço que aumentou apesar do cessar-fogo alcançado na última quinta-feira entre os governos de ambos os países.
A Unidade de Gestão de Riscos e Desastres, subordinada ao Conselho de Ministros libanês, estimou em 2.454 o número de mortos e em 7.658 o de feridos em consequência desses bombardeios, em um comunicado divulgado em suas redes sociais.
Além disso, elevou para 118.624 o número de pessoas — e 30.815 famílias — acolhidas nos 635 abrigos disponibilizados pelas autoridades — quatro a mais do que nesta segunda-feira — após serem obrigadas a se deslocar, abandonando assim suas casas devido aos ataques de Israel.
De acordo com o órgão, foram registrados no Líbano 8.719 atos “hostis” por parte do Exército israelense desde o início de março, dias depois de Israel e os Estados Unidos terem lançado sua ofensiva surpresa contra o Irã.
O Líbano e Israel realizarão nesta quinta-feira um segundo encontro em Washington, após terem alcançado na semana passada uma trégua temporária de dez dias que, no entanto, não pôs fim aos confrontos entre o Exército israelense e o Hezbollah.
Ainda nesta terça-feira, as Forças de Defesa de Israel (FDI) denunciaram o lançamento de vários projéteis contra suas posições no sul do Líbano, em particular na zona de Rab al Taltin. Assim, denunciaram em um comunicado o que consideram “violações flagrantes do acordo de cessar-fogo” por parte do grupo xiita.
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