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MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Ministerial de Legislação do governo israelense aprovou o projeto de lei para privatizar os noticiários da televisão pública, Kan, como um primeiro passo para o "desaparecimento da radiodifusão pública".
A proposta, elaborada pela deputada Galit Distel Atbaryan, do partido conservador Likud, também inclui a venda da estação de rádio de notícias Kan Reshet Bet e é considerada o "primeiro passo" para a "abolição da radiodifusão pública em Israel no campo das notícias em língua hebraica", com o objetivo final de promover a competitividade e reduzir os gastos públicos, de acordo com o diário 'The Times of Israel'.
"Os proponentes do projeto de lei acreditam que não há razão para que os cidadãos israelenses continuem a financiar essas transmissões de notícias em língua hebraica de seus próprios bolsos", explica o texto.
Distel Atbaryan argumentou que o projeto de lei "visa impedir o financiamento de uma entidade racista opressiva", em referência às denúncias da minoria sefardita sobre a hegemonia ashkenazi na mídia pública.
A medida foi aprovada pelos ministros da coalizão governista no miniparlamento, que tradicionalmente é o Conselho de Ministros, mas a iniciativa ainda deve passar pelo processo de aprovação no Knesset, o parlamento unicameral de Israel.
A própria emissora, Kan, criticou uma iniciativa que "beneficia aqueles que estão no governo, que estão tentando colocar as mãos em frequências de rádio públicas e cotas de publicidade para o benefício dos ricos".
A Associação de Jornalistas também denunciou o fato de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, decidiram, após a guerra com o Irã, "desmantelar a mídia pública em Israel" e advertiu que essa iniciativa é "inconstitucional, ilógica" e "fatal para a liberdade de imprensa".
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