Kobi Gideon/Gpo/Dpa - Arquivo
MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo israelense aprovou a demissão do chefe do Serviço Nacional de Inteligência de Israel, Ronen Bar, uma medida criticada pela oposição e por parte do público, que a vê como uma punição pela investigação do serviço de inteligência que revelou um suposto esquema de corrupção entre o governo, o Catar e o financiamento do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
O último dia de Bar no cargo será 10 de abril, antecipando sua demissão, originalmente programada para 20 de abril. Entretanto, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou que ele poderá renunciar antes se os ministros aprovarem um substituto permanente, informa o The Times of Israel.
O chefe do Shin Bet não compareceu à reunião do gabinete e enviou uma carta na qual criticou o governo, alegando que "não há exemplos concretos" que justifiquem sua demissão e que as acusações contra ele "nada mais são do que um encobrimento" com o objetivo de "impedir a capacidade" de seu escritório de "cumprir seus deveres".
O procurador-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, determinou que o gabinete não tem base legal para demitir Bar. Enquanto isso, milhares de pessoas se reuniram em frente à sede do governo para protestar contra a medida.
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