Publicado 16/01/2026 05:55

O governo incentiva Delcy Rodríguez a ir "até o fim" na libertação de todos os presos políticos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e União Europeia, José Manuel Albares, durante uma sessão plenária extraordinária, no Congresso dos Deputados, em 15 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). O Plenário do Congresso reuniu-se de forma extrao
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, encorajou a nova presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, a ir “até ao fim” na libertação de todos os presos políticos após as primeiras libertações, que incluíram nove espanhóis.

Em entrevista à Telecinco, divulgada pela Europa Press, Albares reiterou que as libertações — 84 desde 8 de janeiro, segundo a organização venezuelana Foro Penal — constituem “um passo positivo por parte da nova presidente encarregada nesta nova etapa que se iniciou na Venezuela” após a intervenção militar dos Estados Unidos, na qual o presidente Nicolás Maduro foi capturado.

“Espero que sejam dados mais passos e que todos os presos políticos sejam libertados, isso será um sinal muito bom”, avaliou o chefe da diplomacia. “Encorajamos a presidente encarregada nesta nova etapa a levar este processo até o fim”, acrescentou, sublinhando que tanto a Espanha como a UE têm de “acompanhar esse processo em favor dos venezuelanos”.

Como já havia feito na quinta-feira durante sua comparecimento no Congresso, Albares ressaltou que não foi o governo espanhol que colocou Delcy Rodríguez à frente da Venezuela. Ela está lá, disse ele, “por uma ação militar unilateral dos Estados Unidos e porque a Constituição venezuelana diz que, quando o presidente fica impossibilitado por qualquer motivo, é a vice-presidente” que o sucede.

Por outro lado, em relação à libertação de prisioneiros espanhóis, afirmou que o governo não tem indícios de que possam ser libertados mais prisioneiros — inicialmente eram cerca de vinte, todos com dupla nacionalidade, exceto os quatro espanhóis já libertados — e confirmou que dos nove que saíram da prisão, apenas três optaram por permanecer na Venezuela.

A REUNIÃO DE TRUMP COM MACHADO FOI DE “CORTESIA” Quanto aos que se mudaram para a Espanha, ele insistiu que é “categoricamente falso” e até mesmo “ofensivo” dizer que o governo não lhes permite falar com a imprensa. “Todo espanhol é livre para falar, dizer, viajar, circular como quiser”, defendeu.

Por fim, questionado sobre o gesto que a líder da oposição Maria Corina Machado teria feito ao entregar seu Prêmio Nobel da Paz a Trump no encontro que tiveram nesta quinta-feira na Casa Branca, Albares disse não ter “nada a comentar”. Segundo ele, pelo que pôde ver, foi “uma reunião de cortesia” que girou em torno do Nobel.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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