Publicado 20/05/2026 13:08

O governo francês inicia uma ação judicial por suposta interferência estrangeira nas eleições municipais de março

29 de abril de 2026, Paris, França: Laurent Nunez
Europa Press/Contacto/Michtof

O líder da LFI apontou uma empresa israelense como responsável por uma campanha de difamação contra três de seus candidatos

MADRID, 20 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, anunciou nesta quarta-feira que foram iniciadas ações judiciais para investigar uma suspeita de interferência digital estrangeira com o objetivo de desacreditar vários candidatos do partido La France Insoumise (LFI) nas eleições municipais do último mês de março.

“O relatório será publicado. Além disso, foram iniciadas ações judiciais a esse respeito. Não tenho motivos para fazer mais comentários; deixemos o juiz fazer seu trabalho”, indicou o ministro do Interior perante os deputados na Assembleia Nacional, qualificando essas suspeitas de interferência estrangeira como “graves”.

Nuñez informou que foi detectada uma operação de interferência digital que utilizava contas falsas nas redes sociais, amplificadas por meio de Inteligência Artificial, para difamar três candidatos da LFI: Sébastien Delogu em Marselha, François Piquemal em Toulouse e David Guiraud em Roubaix.

O líder e candidato presidencial da LFI, Jean-Luc Mélenchon, já havia apontado, há uma semana, a empresa israelense “Blackcore” como responsável pela campanha. “O resultado? Milhares de mensagens divulgadas para mentir e desacreditá-los”, afirmou.

Dos três supostamente afetados, apenas Guiraud venceu as eleições, conquistando a prefeitura de Roubaix, cidade localizada no norte da França, perto da fronteira com a Bélgica. Delogu e Piquemal mantêm seus assentos na Assembleia Nacional. Este último solicitou a anulação dos resultados das eleições municipais em Toulouse.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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