GABRIELA SARDÁ / EUROPA PRESS
MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo elevou para 48.300 o número de imigrantes que retornaram ao Marrocos a partir de Ceuta até as 18h da sexta-feira, 31 de julho, após a grave crise migratória em que mais de 50.000 pessoas entraram na cidade autônoma de forma irregular, segundo dados oficiais.
Na quinta-feira, durante praticamente todo o dia, o fluxo de entradas em Ceuta foi contínuo, mas nesta sexta-feira boa parte dos migrantes que cruzaram a fronteira a nado ou contornando o quebra-mar de El Tarajal iniciou o caminho de volta.
Ao meio-dia, o governo de Pedro Sánchez estimava em 25.000 o número de retornados, a um ritmo de 150 pessoas por minuto, e apenas algumas horas depois elevou o número para 37.500. Já à tarde, a estimativa do governo subiu para 48.300, já próxima do total dos que entraram.
No entanto, o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas (PP), afirmou que o número era ainda maior: 60.000 pessoas em um único dia, em sua maioria de origem marroquina, das quais cerca de 7.000 seriam menores de idade.
Nesta mesma sexta-feira, Sánchez esteve na cidade autônoma e classificou esse incidente como um ataque e uma violação da integridade territorial da Espanha, anunciando a instalação de bóias no mar como solução para as chegadas em massa.
O chefe do Executivo culpou as máfias do tráfico de pessoas e o apelo que fizeram pelas redes sociais, incitando a travessia para Ceuta, após uma recente decisão do Supremo Tribunal que proibiu as “devoluções imediatas”.
Além disso, defendeu a cooperação com o Marrocos, embora tenha solicitado maior firmeza para que, “o mais rápido possível”, todos os migrantes que entraram de forma irregular retornem aos seus países de origem.
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