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MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo colombiano, presidido por Abelardo de la Espriella, entregou ao Ministério Público um “Livro da Verdade”, no qual enumerou mais de 80 casos em que afirma ter detectado irregularidades cometidas pelo governo anterior, presidido por Gustavo Petro.
Por ocasião do Dia Nacional contra a Corrupção, o novo governo colombiano entregou o chamado “Livro da Verdade” ao Ministério Público Federal, à Controladoria Geral e à Procuradoria, para que sejam iniciados os processos preliminares de investigação sobre supostos fatos irregulares constatados durante a transição unilateral”, conforme informou a Presidência colombiana em um comunicado.
O documento, que reúne até 82 atos irregulares, foi apresentado pelo vice-presidente, José Manuel Restrepo, que afirmou que não se trata de “fatos isolados em 22 setores críticos, mas sim de nove comportamentos críticos que se repetem com as mesmas características em várias entidades”.
Por sua vez, o diretor designado da Agência Nacional de Defesa Jurídica do Estado, Germán Calderón, apontou dois casos de verbas que giravam em torno de 800 bilhões de pesos (220 milhões de euros) por parte dos ministérios da Habitação e da Ciência, respectivamente, e que teriam sido suspensas pela Procuradoria-Geral do país a pedido da equipe anticorrupção do novo Executivo.
Ele também destacou descobertas na Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD), sobre a qual afirmou que “executou apenas 4,3% do orçamento durante os quatro anos do governo anterior”. Além disso, ele afirmou que foi possível comprovar que “foram transferidos recursos no valor de 856.000 milhões de pesos (236 milhões de euros) sem qualquer urgência e que se perdeu o rastro de 1,38 billões de pesos (380 milhões de euros)”.
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