Publicado 09/08/2026 08:09

O governo espera que a Itália “reaja” e tenha clareza de que o espaço Schengen “não foi violado”

A vice-presidente do Governo e ministra da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, Sara Aagesen, visita o local do incêndio em Niebla (Huelva). Em 9 de agosto de 2026, em Niebla, Huelva (Andaluzia, Espanha). A vice-presidente do Governo e ministra p
Francisco J. Olmo - Europa Press

MADRID 9 ago. (EUROPA PRESS) -

A terceira vice-presidente do Governo e ministra da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, Sara Aagesen, espera que a Itália “reaja” e tenha “claro” que o espaço Schengen está garantido, sem ter sido violado por nenhum imigrante que tenha chegado vindo de Ceuta.

“Nenhuma pessoa chegou à Península”, afirmou a ministra em declarações à imprensa neste domingo, durante sua visita ao Posto de Comando Avançado do incêndio em Niebla (Huelva).

Para Aagesen, o principal objetivo do governo é “defender a dignidade dos cidadãos espanhóis”, razão pela qual manifestou seu apoio às medidas aplicadas pelo Ministério do Interior, que foram publicadas neste domingo no Boletim Oficial do Estado (BOE).

Especificamente, desde o último sábado, 8 de agosto, o governo decidiu restabelecer temporariamente os controles nas fronteiras internas de portos e aeroportos para viajantes provenientes da Itália, diante da “pressão migratória na rota do Mediterrâneo central”.

Essa medida de caráter temporário visa fazer com que a Itália “reaja”, conforme explicou Aagesen neste domingo, esclarecendo ao país transalpino a situação do espaço Schengen. “Esperamos que a Itália reaja e tenha clareza de que o espaço Schengen não foi violado e está garantido”, ressaltou.

Qualquer prorrogação dessa medida deverá ser acordada por meio de uma nova decisão fundamentada, após avaliação atualizada de sua necessidade e proporcionalidade e em conformidade com os requisitos e procedimentos estabelecidos no Código de Fronteiras de Schengen.

Na última sexta-feira, o governo instou a Itália a reverter os controles de fronteira aos viajantes espanhóis, em consequência da crise migratória em Ceuta ocorrida há mais de uma semana. Para isso, concedeu um prazo de três dias, até domingo, 9 de agosto.

No entanto, o governo italiano avisou que não aceitava “ultimatos nem imposições” e garantiu que não reconsiderará sua decisão de suspender a Espanha do Acordo de Schengen até 15 de agosto, em referência a um apelo nas redes sociais para uma nova entrada em massa, nesse dia, de migrantes ilegais vindos do Marrocos, o que resultou em uma reação nas fronteiras da Espanha.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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