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MADRID, 17 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo da Eslovênia decidiu nesta quinta-feira proibir a entrada no país de dois ministros israelenses de extrema direita, alegando que "suas declarações genocidas incitam à violência extrema e a graves violações" dos direitos humanos contra civis palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
"Decidimos declarar o Ministro da Segurança Nacional (Itamar Ben Gvir) e o Ministro das Finanças de Israel (Bezalel Smotrich) como 'persona non grata' na Eslovênia. Isso pressionará o governo israelense a melhorar as condições intoleráveis em Gaza e acabar com o sofrimento da população civil", anunciou a ministra das Relações Exteriores da Eslovênia, Tanja Fajon.
O escritório de imprensa do governo explicou em uma declaração em seu site que aprovou "na sessão de hoje a base para medidas" contra Ben Gvir e Smotrich, de modo que "pretende declará-los 'persona non grata'".
"Esses são ministros que (...) defendem publicamente a expansão de assentamentos ilegais na Cisjordânia, despejos forçados de palestinos e pedem violência contra a população civil palestina. Com suas ações e posições, eles incitam a limpeza étnica da Cisjordânia e de Gaza", explicou o executivo.
Essas ações, ressalta, "contradizem" a opinião consultiva sobre as políticas e práticas de Israel nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, emitida pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) em julho de 2024, na qual determinou que a ocupação israelense é ilegal e que as autoridades devem desmantelar os assentamentos.
Liubliana decidiu tomar medidas unilaterais contra Israel, no contexto da ofensiva na Faixa de Gaza que até agora deixou mais de 58.000 pessoas mortas, depois que a União Europeia concluiu sem decisão a revisão de suas relações com Israel por suas violações de direitos humanos, na qual a suspensão do Acordo de Associação ou retaliação comercial foi considerada.
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