PRESIDENCIA DE ECUADOR EN X
MADRID 9 out. (EUROPA PRESS) -
O governo equatoriano iniciou uma investigação interna para saber se houve falhas na operação de segurança do presidente Daniel Noboa, cujo veículo foi atacado na terça-feira quando passava por Cañar, de acordo com o ministro do Interior, John Reimberg.
"Há uma investigação em andamento em seu interior, obviamente a Casa Militar terá que demonstrar a segurança que estava em vigor para a passagem do presidente", disse o ministro do Interior, segundo a Ecuavisa.
A segurança do presidente equatoriano depende da Casa Militar Presidencial, que é responsável pelo planejamento e execução de operações para garantir seu bem-estar e o de sua família, dentro e fora do país.
Noboa chegou de helicóptero à cidade de El Tambo, localizada na província de Cañar, uma das áreas em conflito nas últimas semanas, em meio a protestos de grupos indígenas contra as políticas do governo.
De lá, Noboa seguiu em um veículo blindado para a cidade vizinha de Cuenca. No entanto, a delegação foi apedrejada - as autoridades chegaram a falar em "marcas de balas" na carroceria do carro - por uma multidão que havia se reunido na área antes mesmo do pouso do helicóptero.
Esse é o terceiro ataque à comitiva presidencial desde o final de setembro, depois dos ataques em Otavalo e Imbabura, áreas com fortes mobilizações e demonstrações de rejeição à administração do governo.
A Conferência das Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) acusou o governo de usar esses deslocamentos como uma "provocação política" para "criminalizar" o protesto e o movimento indígena.
No incidente de quarta-feira, cinco pessoas - que negam ter estado no local do incidente - foram presas. No entanto, elas foram liberadas depois que um juiz declarou as prisões "ilegais" por violarem o devido processo legal.
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