Europa Press/Contacto/Ignacio Lopez Isasmendi
O líder correista, a quem Quito acusa de estar por trás da violência, o chama de "incompetente, miserável".
MADRID, 3 out. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, ameaçou na quinta-feira prender a líder do correísmo e ex-candidata presidencial, Luisa González, como parte dos supostos "autores intelectuais" dos distúrbios desencadeados durante os protestos dos últimos dias como parte da greve nacional contra o aumento do diesel.
O ministro disse em entrevista à Teleamazonas que as autoridades prenderão "aqueles que estão gerando violência (...) e não apenas eles, mas também os autores intelectuais que estão por trás do financiamento da violência, promovendo a violência, o caos, danificando a propriedade dos próprios equatorianos; eles também pagarão".
Ao ser questionado sobre a identificação desses autores intelectuais, Reimberg evitou citar nomes, embora tenha afirmado que "alguns se manifestaram publicamente". "Uma que ainda não aprendeu a perder já veio a público dizer que agora vai fornecer alimentos para os manifestantes violentos que estão causando o caos em algumas partes de uma província", acrescentou, fazendo alusão à líder da Revolución Ciudadana, que perdeu as últimas eleições para o atual presidente do país, Daniel Noboa.
O ministro também aproveitou a oportunidade para acusar o partido de oposição de buscar o "caos" por meio de suas relações com "certos pseudo-líderes indígenas", alegando que "não conseguiu sair desse duro golpe" depois de perder as eleições presidenciais em abril passado.
González respondeu a essas declarações em sua conta na rede social X, onde chamou Reimberg de "incompetente e miserável". "Ameace o que quiser, tenho tudo o que lhe falta", disse ele em uma mensagem na qual assegurava que o ministro do Interior "gosta é de conversar com criminosos, lá ele se senta tranquilamente na frente de 'Fito' (para José Macías Villamar, chefe do grupo criminoso Los Choneros), mas atacar as pessoas desarmadas é muito machista".
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