Marcos Moreno - Europa Press
MADRID, 2 ago. (EUROPA PRESS) -
O delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, estimou em 72 o número de migrantes falecidos que tentaram cruzar para Ceuta vindos do Marrocos durante a entrada em massa ocorrida na quinta-feira, que resultou na chegada de 50 mil pessoas à cidade.
Em uma coletiva de imprensa neste domingo, o delegado do Governo lamentou a morte dessas “pessoas inocentes” que perderam a vida ao tentar entrar na cidade.
Além disso, Pérez Triano garantiu que trabalharão para agilizar os processos das pessoas que entraram de forma irregular na cidade autônoma nos últimos dias, com o objetivo de realizar os retornos “o mais rápido possível”.
Conforme explicou, a presença das Forças de Segurança e das Forças Armadas foi reforçada, chegando a quase 3.000 agentes e militares, que permanecerão em Ceuta “pelo tempo que for necessário”.
Sobre a situação nas ruas, ele reiterou que, atualmente, “há muito menos pessoas do que as que entraram” e que ocorreram “muitas saídas”, embora tenha admitido a dificuldade de fornecer dados definitivos.
Quanto à assistência humanitária aos migrantes, Pérez Triano explicou que se está trabalhando com o Ministério da Inclusão para prestar uma assistência adequada o mais rápido possível, embora tenha reconhecido que a situação ultrapassou os recursos disponíveis. Ele indicou que está sendo fornecida água, que a Cruz Vermelha foi acionada e que os recursos estão sendo gerenciados para atender às necessidades básicas.
O delegado também lamentou a presença em Ceuta de “grupos de extrema direita” que, segundo ele, só vieram à cidade “com o único objetivo de se aproveitar das dificuldades para semear ódio, divisão e medo”. “Ceuta é uma terra de convivência, diversidade e respeito. Não precisamos de lições daqueles que apenas pretendem tirar proveito político da preocupação de nossos bairros”, ressaltou.
Por fim, ele destacou que não havia “nenhum tipo de informação” prévia sobre a entrada em massa até que se começou a ver as pessoas cruzando a fronteira “dessa maneira”, e observou que a cidade já se encontra em uma situação “que não tem nada a ver com as primeiras 24 horas”.
Sobre a procissão e a oferenda floral previstas na cidade, ele adiantou que se reunirá com os responsáveis pela Polícia Nacional e pela Guarda Civil, que, em princípio, não veem problemas para a realização dos eventos, enquanto se aguarda a definição dos detalhes de segurança.
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