Christopher Oquendo/ZUMA Press W / DPA - Arquivo
MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos justificou a detenção de um jornalista salvadorenho que estava cobrindo protestos no estado da Geórgia contra as políticas de imigração promovidas pelo presidente Donald Trump.
"Mario Guevara foi preso pela polícia do condado de Dekalb, Geórgia, por obstrução da aplicação da lei, depois de se recusar a cumprir as ordens da polícia para sair da rua. Após sua prisão, o Serviço de Imigração e Alfândega impôs uma retenção a ele", disse ele nas mídias sociais.
O departamento também informou que Guevara, que não tinha residência permanente legal nos EUA, foi entregue ao ICE e "processos de deportação foram iniciados" contra ele, já que ele "entrou no país ilegalmente em 2004".
De acordo com o The New York Times, Guevara tinha permissão de trabalho e estava morando no estado da Geórgia desde 2004. O jornalista, cujo conteúdo é popular em plataformas como o TikTok e o Facebook, havia solicitado asilo nos Estados Unidos.
A Associação de Jornalistas de El Salvador (APES) expressou preocupação na sexta-feira em um comunicado sobre sua prisão, "que ocorreu no contexto de uma cobertura legítima e no exercício da liberdade de expressão".
"Como uma associação que defende a liberdade de expressão, consideramos que essa prisão e a possível deportação de Guevara criariam um precedente negativo para a imprensa hispânica e para a prática do jornalismo", afirmou.
A APES pediu às autoridades de El Salvador que garantam a proteção do jornalista, fundador do portal de notícias MGNews, e que assegurem que ele tenha "a assistência consular relevante". "Expressamos nossa solidariedade com Guevara e sua família.
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