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MADRID, 18 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro de Governo do Equador, José De la Gasca, acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de inventar "uma suposta lista negra", em referência às declarações feitas no dia anterior pelo presidente, que também denunciou a detenção de observadores eleitorais no processo que deu a vitória a Daniel Noboa.
"Acho que tentaram montar um palco, um espetáculo, um parapeito para dizer que estamos perseguindo aqui, inventaram uma suposta lista negra de coisas que não fazem sentido algum, e já foram desmentidas", disse ele à estação de rádio equatoriana RTP.
O ministro considerou "desnecessária" a oferta de Petro de dar asilo aos opositores que desejam denunciar a perseguição e garantiu que "confia" que, quando "as mensagens certas chegarem a ele", o presidente colombiano fará "a declaração apropriada".
"Quando todas as missões de verificação que estiveram aqui, como a da União Europeia, mencionaram a transparência do processo, parece-me totalmente inapropriado falar e tentar lançar uma sombra de dúvida sobre isso; parece-me totalmente politicamente imprudente, mas espero e confio que o presidente Petro entenderá quando estiver bem informado", acrescentou.
Essas declarações seguem a denúncia de Petro sobre a detenção de observadores eleitorais colombianos no Equador, depois que eles lhe deram relatórios "preocupantes" sobre o processo eleitoral no início desta semana, e ele advertiu que "há uma lista negra de oponentes no Equador que estão sendo perseguidos".
O ministro equatoriano também se manifestou sobre a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que se recusou a retomar as relações diplomáticas com esse país, lembrando que eles romperam o diálogo após a prisão do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que o México havia acolhido em sua embaixada em Quito e oferecido asilo diplomático.
"Com o México é uma questão diferente, nós respeitamos muito a vontade popular do povo mexicano quando escolheram a Sra. Sheinbaum. Ela deveria ser recíproca e deveria, em seu espírito democrático, reconhecer o resultado esmagador que o presidente Noboa teve nessas eleições e, com base nisso, começar (...) a conversar e reconstruir, reconstituir um novo relacionamento", disse ele depois que o presidente mexicano semeou dúvidas sobre a reeleição do presidente equatoriano.
Noboa venceu as eleições do último domingo com 55% dos votos contra Luisa González, a candidata do correísmo, que logo após a apuração das eleições veio a público denunciar um caso de fraude. Entretanto, nem mesmo os partidos de oposição que apoiaram González nessas eleições apoiaram suas reivindicações.
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