Publicado 18/04/2025 00:32

O governo do Equador acusa Petro de inventar uma "lista negra" de oponentes e de "fazer um show".

Ele considera que o presidente mexicano "deveria retribuir e reconhecer o resultado esmagador" de Noboa nas eleições.

Archivo - 22 de dezembro de 2023, Nova York, Nova York, EUA: O embaixador permanente do Equador na ONU e atual presidente do Conselho de Segurança, JOSE DE LA GASCA, fala à imprensa após a sessão de votação final do Conselho de Segurança sobre a resolução
Europa Press/Contacto/Bianca Otero - Arquivo

MADRID, 18 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro de Governo do Equador, José De la Gasca, acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de inventar "uma suposta lista negra", em referência às declarações feitas no dia anterior pelo presidente, que também denunciou a detenção de observadores eleitorais no processo que deu a vitória a Daniel Noboa.

"Acho que tentaram montar um palco, um espetáculo, um parapeito para dizer que estamos perseguindo aqui, inventaram uma suposta lista negra de coisas que não fazem sentido algum, e já foram desmentidas", disse ele à estação de rádio equatoriana RTP.

O ministro considerou "desnecessária" a oferta de Petro de dar asilo aos opositores que desejam denunciar a perseguição e garantiu que "confia" que, quando "as mensagens certas chegarem a ele", o presidente colombiano fará "a declaração apropriada".

"Quando todas as missões de verificação que estiveram aqui, como a da União Europeia, mencionaram a transparência do processo, parece-me totalmente inapropriado falar e tentar lançar uma sombra de dúvida sobre isso; parece-me totalmente politicamente imprudente, mas espero e confio que o presidente Petro entenderá quando estiver bem informado", acrescentou.

Essas declarações seguem a denúncia de Petro sobre a detenção de observadores eleitorais colombianos no Equador, depois que eles lhe deram relatórios "preocupantes" sobre o processo eleitoral no início desta semana, e ele advertiu que "há uma lista negra de oponentes no Equador que estão sendo perseguidos".

O ministro equatoriano também se manifestou sobre a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que se recusou a retomar as relações diplomáticas com esse país, lembrando que eles romperam o diálogo após a prisão do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que o México havia acolhido em sua embaixada em Quito e oferecido asilo diplomático.

"Com o México é uma questão diferente, nós respeitamos muito a vontade popular do povo mexicano quando escolheram a Sra. Sheinbaum. Ela deveria ser recíproca e deveria, em seu espírito democrático, reconhecer o resultado esmagador que o presidente Noboa teve nessas eleições e, com base nisso, começar (...) a conversar e reconstruir, reconstituir um novo relacionamento", disse ele depois que o presidente mexicano semeou dúvidas sobre a reeleição do presidente equatoriano.

Noboa venceu as eleições do último domingo com 55% dos votos contra Luisa González, a candidata do correísmo, que logo após a apuração das eleições veio a público denunciar um caso de fraude. Entretanto, nem mesmo os partidos de oposição que apoiaram González nessas eleições apoiaram suas reivindicações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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