Publicado 13/07/2026 02:01

O governo do Chile nega ter discutido com os EUA a candidatura de Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU

Archivo - Arquivo - 21 de abril de 2026, Nova York, Nova York, Estados Unidos: Michelle Bachelet Jeria, ex-presidente do Chile e candidata ao cargo de próxima secretária-geral, fala à imprensa em uma coletiva na sede da ONU.
Europa Press/Contacto/Lev Radin - Arquivo

MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, negou ter abordado com o governo dos Estados Unidos, por ocasião de sua visita à Casa Branca na semana passada, a candidatura da ex-presidente chilena e candidata à direção-geral da Organização das Nações Unidas, Michelle Bachelet.

“Não foi um assunto. É um assunto que encerramos há muito tempo e não tem sido tema para nós, nem com os Estados Unidos nem com os outros países”, afirmou Pérez Mackenna em entrevista ao Canal 13, na qual foi questionado se havia abordado essa questão com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ou não.

No entanto, o chefe da pasta de Relações Exteriores do país sul-americano adiantou que, caso a ex-presidente suceda ao atual secretário-geral, António Guterres, eles a parabenizarão e trabalharão com ela a partir do governo do presidente ultraconservador José Antonio Kast.

“O que dissemos é que não iríamos participar da campanha, mas também não faremos campanha por outra candidata. E, se ela vencer, vamos parabenizá-la e trabalhar com ela”, reiterou o alto funcionário chileno.

Vale lembrar que a candidatura de Bachelet conta com o apoio dos governos do Brasil e do México. No entanto, não conta com o apoio do governo chileno, depois que o Executivo de Kast anunciou, em março passado, a retirada que já havia sido manifestada anteriormente por seu antecessor na Presidência do país, o progressista Gabriel Boric.

Caso seja eleita para substituir o português António Guterres — que encerrará seu mandato em 31 de dezembro de 2026 — na liderança da ONU, ela seria, aos 76 anos, a primeira mulher a ocupar o cargo nos 80 anos de existência da organização e a segunda pessoa da América Latina, já que o peruano Javier Pérez de Cuéllar ocupou o cargo entre 1982 e 1991.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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