Alberto Ortega - Europa Press
MADRID 13 nov. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz do governo, Pilar Alegría, expressou sua satisfação com a aprovação final da Lei de Mobilidade Sustentável - em uma votação em que Junts foi fundamental para derrubar uma emenda do PP sobre o cronograma de fechamento das usinas nucleares.
Ela afirmou que estão "avançando" com a legislatura, continuando "passo a passo e lei a lei" com o partido pró-independência, e que espera que a anistia também seja aplicada a Carles Puigdemont.
"Com Junts, temos dito desde 2023: passo a passo, lei a lei, nossa mão continua estendida e, felizmente, hoje vimos como essa Lei de Mobilidade está avançando", disse em declarações à TVE, relatadas pela Europa Press.
"Continuamos avançando", disse ela quando questionada sobre o resultado da votação de quinta-feira no Congresso dos Deputados, na qual Junts votou a favor dos interesses do governo, ajudando com sua abstenção a rejeitar por um voto uma emenda do PP para revogar o cronograma de fechamento das usinas nucleares. Essa é a mesma abstenção que eles marcaram no Senado quando a emenda foi aprovada.
O governo está satisfeito com o fato de que, apesar de os independentistas terem recentemente oficializado seu rompimento com os socialistas, anunciando que iriam bloquear a legislatura e se opor a todas as iniciativas vindas do executivo, os dois projetos de lei que estavam na mesa esta semana foram aprovados. Entretanto, esses são dois projetos de lei que os partidários de Carles Puigdemont já haviam anunciado que apoiariam, tendo-os negociado previamente.
Na mesma linha, Alegría comemorou o fato de que na atual legislatura eles conseguiram aprovar "quase 50 leis" com o diálogo e a ajuda das forças parlamentares, e enfatizou que o sinal verde para essa lei garante a chegada de 10.000 milhões de euros em fundos europeus.
GARANTIA DO CUMPRIMENTO DA ANISTIA
Por outro lado, o porta-voz do governo saudou a decisão do advogado-geral do Tribunal de Justiça da União Europeia sobre a Lei de Anistia, que na quinta-feira declarou que não houve "autoanistia" e que a lei não afeta os interesses financeiros da União.
Quando questionado sobre os possíveis efeitos benéficos que essa decisão poderia ter sobre o relacionamento do governo com Junts, Alegría defende que "o cumprimento da Lei de Anistia deve ser garantido" e que ela também deve abranger os "líderes" do processo, como Puigdemont.
Na mesma linha expressa anteriormente pelo ministro Félix Bolaños, Alegría garante que a resolução do advogado-geral do TJUE demonstra que a lei está "de acordo com a legislação europeia". Ele também afirma que a lei está atingindo os objetivos para os quais foi implementada, ou seja, a normalização da Catalunha, e insiste que "ela deve continuar a ser aplicada".
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