Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, distanciou-se nesta terça-feira da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e instou o bloco a “defender” a ordem internacional baseada em normas, alegando que “o contrário é desordem”.
Na coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros, Albares indicou que o Executivo “se identifica” com a posição do presidente do Conselho Europeu, António Costa, que já havia se distanciado da presidente comunitária.
Concretamente, Costa defendeu “garantir que o mundo continue baseado em regras” e defendeu “soluções multilaterais”, em contraposição às declarações de Von der Leyen, que afirmou que “já não se pode confiar” neste sistema internacional como “a única forma” de defender os seus interesses face às ameaças, no contexto do ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
“A Europa tem que defender a ordem internacional porque a alternativa é a desordem, não a ordem, e não há uma oposição entre uma ordem antiga e uma nova que a substituiria”, explicou Albares, que insistiu que o sistema atual “estabelece relações virtuosas” entre os Estados. INVOLUÇÃO
Albares acredita que é preciso escolher entre “o direito ou a força; a paz e as relações pacíficas entre os Estados ou o uso da guerra como instrumento de política externa; o progresso ou a involução histórica”.
Além disso, ele salientou que a ordem internacional atual não é apenas “uma construção jurídica”, mas é a base do “multilateralismo” que permite enfrentar os “graves desafios” atuais, entre os quais destacou as mudanças climáticas e os fluxos migratórios, e que possibilita o “desenvolvimento e o crescimento econômico” e o “livre comércio”.
Por último, o ministro dos Negócios Estrangeiros recordou que a União Europeia “é uma construção baseada em direitos que protegem todos os seus membros e em tratados” e que a “missão” da Comissão Europeia é ser “garante” do cumprimento de ambos.
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