Marcos Moreno - Europa Press
MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo demitiu uma funcionária do Departamento de Segurança Nacional (DSN) responsável pelo site desse órgão, após a publicação dos dados sobre a entrada em massa de migrantes em Ceuta na última sexta-feira, 31 de julho.
Segundo fontes governamentais, a mulher ocupava um cargo de confiança do qual foi afastada após a crise migratória na cidade autônoma, embora mantenha seu status de funcionária pública, o que lhe dá direito a ser transferida para outro cargo.
A entrada em massa de migrantes começou ao meio-dia de quinta-feira e se prolongou por praticamente todo o dia, mas o governo evitou divulgar, por canais oficiais, o número de pessoas que haviam entrado irregularmente no território nacional até mais de 24 horas depois, na sexta-feira, por volta das 14h.
No entanto, naquela mesma manhã, o site do Departamento de Segurança Nacional, que faz parte do Ministério da Presidência, publicou uma mensagem indicando que cerca de 49.000 pessoas haviam entrado em Ceuta em um único dia, o que constituía a crise migratória mais grave desde o ano de 2021.
Esse foi o primeiro número divulgado pelo governo, que elevou a crise a um nível sem precedentes, muito superior ao de maio de 2021, quando cerca de 10.000 pessoas entraram em Ceuta em aproximadamente 48 horas.
Até o momento, esta é a única trégua após esse episódio, cuja responsabilidade o governo atribui às máfias de tráfico de pessoas, ao mesmo tempo em que elogia a colaboração de Marrocos para o rápido retorno dos migrantes.
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