Publicado 01/08/2026 05:17

O governo descarta a possibilidade de chegadas da Marrocos à Península Ibérica e relembra o duplo filtro para impedir entradas no es

Dezenas de migrantes tentam cruzar para a Espanha vindos do Marrocos, em 31 de julho de 2026, em Ceuta (Espanha). Centenas de pessoas que entraram em Ceuta em massa nas últimas horas estão começando a retornar voluntariamente ao Marrocos pelo quebra-mar f
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID 1 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo reiterou neste sábado que nenhuma das pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta nos últimos dias vindas do Marrocos saiu da cidade em direção à Península, lembrou que a Espanha aplica um duplo filtro para impedir entradas no restante do Espaço Schengen e afirmou que a integridade do mesmo está “plenamente garantida”.

“Nenhuma das pessoas que cruzaram ilegalmente para Ceuta saiu da cidade em direção à Península, nem teria sido capaz de fazê-lo”, afirmaram fontes do governo nesta manhã.

Além disso, elas destacam que “a integridade do espaço Schengen está plenamente garantida” e mencionam que existe um controle de saída desde 1991, um duplo filtro e que “praticamente todas as entradas são revertidas em menos de 48 horas”.

Nesse sentido, o Executivo lembra que a Espanha aplica um “duplo filtro”: um na fronteira com o Marrocos e outro, o controle de Schengen, na saída para a Península, para que “uma entrada irregular nas cidades nunca se transforme em uma entrada para o restante do espaço Schengen”.

Isso está previsto desde a adesão da Espanha ao Espaço Schengen em 1991, na Declaração sobre Ceuta e Melilla anexa ao Acordo de Adesão, e é preservado pelo Código de Fronteiras de Schengen em seu artigo 41.

“Ninguém viaja de Ceuta ou Melilla para a Península sem se identificar perante a Polícia Nacional no porto e no aeroporto. Além disso, as companhias marítimas e aéreas são obrigadas a verificar os documentos”, explicam as mesmas fontes.

Da mesma forma, elas ressaltam que entrar irregularmente em Ceuta “não dá direito a permanecer na Espanha, nem a viajar para a Península, nem a circular pela Europa” e estimam que, das cerca de 50.000 pessoas que cruzaram irregularmente, mais de 48.000 já foram repatriadas para o Marrocos em menos de 48 horas.

A última transferência para a Península ocorreu na quarta-feira e envolveu 39 pessoas do Centro de Estadia Temporária de Imigrantes (CETI).

Por fim, o governo nega que o processo de regularização extraordinária tenha “qualquer relação” com esses fatos, pois exige comprovar residência na Espanha antes de 1º de janeiro de 2026 e ter permanecido cinco meses ininterruptos no momento da apresentação do pedido, e alerta para a “interpretação tendenciosa e equivocada” que tem sido feita nas redes sociais e em aplicativos de mensagens sobre a recente decisão do Supremo Tribunal, levando a crer que quem conseguisse cruzar para Ceuta poderia permanecer na Espanha.

Essa decisão não altera a Lei de Estrangeiros nem permite a permanência, mas apenas exige a aplicação do procedimento ordinário de repatriação, esclarece.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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