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MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -
O governo brasileiro ofereceu ao estado de São Paulo sua assistência em todos os níveis após o assassinato, na noite de segunda-feira, de seu secretário de segurança, Ruy Ferraz Fontes, conhecido por seu papel central na luta contra o crime organizado, especialmente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Fontes foi baleado no município de Praia Grande, no litoral de São Paulo, quando o veículo em que viajava foi interceptado por homens armados na noite de segunda-feira. Um crime "brutal", disse o ministro da Justiça, Ricardo Lewandoski, que reflete "o nível de violência" que continua a prevalecer no Brasil.
No entanto, Lewandoski ressaltou que esse tipo de episódio "não é exclusivo do Brasil" e disse ao governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, que o governo está à disposição das autoridades estaduais.
"Nós nos colocamos à disposição do Estado, principalmente no que diz respeito à polícia científica. Temos um banco de dados de balística, de DNA, de informações, tudo isso, se necessário, colocamos à disposição do governo de São Paulo", disse o ministro da Justiça em declarações à mídia.
Lewandoski explicou que esse tipo de caso é uma resposta à crescente presença de armas de uso restrito nas ruas brasileiras e culpou as políticas permissivas dos anos anteriores. "O atual governo está agora tentando controlar todas essas armas", disse ele.
Por sua vez, o governo de São Paulo lançou uma operação especial para encontrar os responsáveis pelo ataque que matou Fontes, um renomado policial com quatro décadas de serviço e encarregado da segurança do estado entre 2019 e 2022.
O PCC é a principal organização criminosa do Brasil, com presença crescente em toda a América do Sul. Surgido de uma das piores prisões de São Paulo em 1993, ele cresceu continuamente para controlar as prisões e favelas do país e tem cerca de 35.000 membros, 6.000 dos quais estão atrás das grades.
Em agosto deste ano, uma operação em larga escala realizada por diferentes forças policiais em até oito estados desferiu um duro golpe na estrutura econômica da organização ao desmantelar um esquema bilionário relacionado ao tráfico e manuseio ilegal de combustíveis.
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