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SANTA CRUZ DE TENERIFE 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Política Territorial, Águas e Emergências do Governo das Canárias, Manuel Miranda, afirmou nesta quinta-feira que, no momento, “não há circunstâncias” do ponto de vista científico que justifiquem a ativação do sistema de alertas vulcânicos na ilha de Tenerife, embora haja enxames sísmicos recorrentes a oeste de Las Cañadas del Teide.
Em resposta a uma pergunta do partido Vox em comissão parlamentar, ele afirmou que não está prevista a adoção, a curto e médio prazo, de medidas de proteção civil na ilha, além da manutenção de uma “vigilância reforçada”.
“A situação é diferente em La Palma”, comentou ele, onde o Pevolca está de fato ativado em nível de alerta e o semáforo está na cor amarela, pois continua a emissão de gases na zona de Puerto Naos e La Bombilla.
Ele explicou que uma empresa monitora os sensores e que tanto a ULL quanto o Involcan avaliam a emissão de radônio e CO2, respectivamente, ao mesmo tempo em que defendeu a “transparência” de seu departamento na gestão das informações.
Paula Jover (Vox) acusou o secretário de estar “ocultando informações”, já que os “poucos dados disponíveis” — em sua opinião — “demonstram que Tenerife está em uma situação muito mais crítica do que La Palma neste momento”.
Ela comentou que, em La Palma, “o risco estará em algumas poucas residências em Puerto Naos ou em La Bombilla”, mas isso “não justifica” que a ilha esteja no nível amarelo do semáforo.
Ela chegou a questionar “por que” Tenerife não está nesse nível, algo que atribuiu à possibilidade de se permitirem “determinados procedimentos administrativos”.
“Pode haver várias reuniões e atividades institucionais muito importantes com os profissionais de saúde para avaliar efetivamente as necessidades de proteção civil, com os políticos responsáveis, com o setor de educação, mas também com a população; a população exige informações, quer tranquilidade”, destacou.
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