Publicado 01/05/2026 10:17

O governo da Venezuela anuncia o maior aumento do salário mínimo desde 2018 e um aumento nas aposentadorias

Archivo - Arquivo - CARACAS, 14 de janeiro de 2026  -- A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (ao centro), o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez (primeiro à esquerda), e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, participam de u
Europa Press/Contacto/Ding Hongfa - Arquivo

Edmundo González critica que o aumento continua sem colmatar uma “disparidade estrutural entre rendimentos e condições de vida”

MADRID, 1 maio (EUROPA PRESS) -

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um aumento do Renda Mínima Integral — que inclui salário mais bônus — para 240 dólares, em um anúncio imediatamente criticado pela oposição liderada por Edmundo González, por entender que isso não representa solução alguma para os beneficiários.

Rodríguez destacou, por outro lado, que se trata do “maior aumento dos últimos anos”, mais especificamente desde 2018, e que a medida conta com fontes de financiamento próprias para evitar “impactos inflacionários”.

O novo pacote de “justiça social” anunciado por Rodríguez compreende também um aumento de 40%, atingindo “o equivalente a 70 dólares”, em um “avanço necessário para os setores mais vulneráveis”, embora “o Executivo mantenha o compromisso de continuar aumentando esses valores em função da recuperação da renda do país”.

Rodríguez também anunciou a criação de um Bônus de Reconhecimento Profissional com efeito retroativo a 30 de abril, destinado inicialmente a “setores estratégicos” para “dignificar o trabalho técnico e profissional, estabelecendo escalas salariais que se expandirão progressivamente para outras áreas da administração pública”.

A crítica de González argumenta que “mudar os nomes não muda a realidade”, enquanto o governo venezuelano, denuncia ele, tem recursos de sobra “para sustentar estruturas de controle e para a perseguição sindical”.

O aumento anunciado por Rodríguez é claramente insuficiente, segundo o líder da oposição, pois entende que o aumento mal cobre um terço da cesta básica daqueles que “sustentam o país”, imersos em “uma lacuna estrutural entre renda e condições de vida” que não há como corrigir “apenas mudando nomes”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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