Europa Press/Contacto/Luisa Borja Luna
MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo do presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, revogou nesta sexta-feira uma resolução do Conselho Nacional de Estupefacientes emitida em 2015 que impedia a pulverização de glifosato, um potente herbicida, sobre as plantações de drogas.
O decreto presidencial, divulgado pelo jornal “El Tiempo”, esclarece que isso “não implica a retomada automática” desse método nem autoriza sua aplicação a partir de aeronaves tripuladas, uma vez que o Tribunal Constitucional estabeleceu uma série de condições para seu uso nas plantações de drogas.
Entre elas, está a exigência de que a Autoridade Nacional de Licenças Ambientais elabore um plano ambiental e que seja iniciado um processo de consulta às comunidades afetadas por essa política, além de se obter a aprovação do Instituto Nacional de Saúde.
O texto da Corte Constitucional especifica, assim, que deve haver uma regulamentação por parte de um órgão independente; uma supervisão constante dos riscos; uma pesquisa científica “com garantias de rigor e imparcialidade” e “evidências objetivas e conclusivas que demonstrem a ausência de danos à saúde e ao meio ambiente”.
A Colômbia deixou de utilizar, em 2015, esse tipo de substância para pulverizar indiscriminadamente as plantações, devido às dúvidas sanitárias que seu uso gerava. A Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC), subordinada à Organização Mundial da Saúde (OMS), determinou que há “evidência limitada” de que a substância possa causar câncer em seres humanos.
De la Espriella afirmou recentemente que, nos primeiros 15 dias de governo, desde que assumiu o cargo no último dia 7 de agosto, foram apreendidas mais de doze toneladas de cocaína e onze de maconha. “A droga é o pior câncer da Colômbia. E o câncer não se tolera: ele se extirpa”, disse ela em suas redes sociais.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático