CARLOS VILLALÓN - Arquivo
MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Defesa da Colômbia denunciou neste domingo ameaças com “drones equipados” com explosivos contra um hospital localizado no departamento de Norte de Santander, na fronteira com a Venezuela, atribuindo-as à guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).
“O ELN ameaçou um hospital em Ábrego, no Norte de Santander, ao sobrevoar o local com drones equipados com engenhos explosivos improvisados, colocando em risco a segurança e a integridade dos pacientes, da equipe médica e dos militares feridos que recebiam atendimento”, informou o ministério em uma mensagem nas redes sociais.
Especificamente, o órgão ministerial atribuiu esses fatos à frente Carlos Armando Cacua Guerrero, após o que anunciou a apresentação de uma denúncia junto à autoridade competente para que seja aberta uma investigação sobre o caso.
“Ameaçar um bem protegido constitui uma clara violação do Direito Internacional Humanitário”, destacou o ministério, que, em seguida, ressaltou que “um hospital não é um campo de batalha”, mas um local onde “a missão daqueles que estão lá é salvar vidas”.
A declaração do Ministério da Defesa colombiano ocorre um dia após a denúncia de um ataque com drones contra um grupo de militares na mesma região, que deixou pelo menos um soldado morto e outros cinco feridos.
“Repudiamos o ataque do ELN contra nossos soldados em Ábrego, Norte de Santander, perpetrado com drones carregados de explosivos. Um soldado foi morto e outros cinco ficaram feridos”, afirmou o ministério em uma mensagem nas redes sociais, na qual acrescentou que, “diante do terrorismo”, as Forças Públicas colombianas “permanecerão firmes e exercerão a força legítima” para “defender” o país e seus cidadãos.
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