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MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O governo da Bolívia confirmou a morte de uma pessoa durante os confrontos ocorridos neste fim de semana na cidade de Vilaque, no departamento de La Paz, no âmbito da operação policial-militar “Corredor Humanitário das Bandeiras Brancas”, que tinha como objetivo desbloquear estradas afetadas pelos bloqueios.
“Tomamos conhecimento do falecimento de um cidadão e já expressamos, por meio de diversos meios de comunicação, nosso pesar”, afirmou em declarações à imprensa o porta-voz presidencial, José Luis Gálvez, que, em seguida, defendeu que “nenhum boliviano deveria perder a vida em nenhuma circunstância semelhante”.
Depois de explicar que, na noite do último sábado, não havia informações sobre esse falecimento — sobre o qual alguns meios de comunicação locais do país chegaram a noticiar —, o porta-voz destacou que já foi aberta uma investigação com o objetivo de responder a perguntas como qual foi o calibre utilizado ou a distância entre a polícia e o local onde ocorreu a morte. “Quem cometeu o assassinato tem que pagar”, afirmou Gálvez, lembrando que “ninguém está acima da lei”.
A vítima foi identificada como Víctor Cruz Quispe, um jovem de 24 anos que, de acordo com a certidão de óbito obtida pela agência de notícias estatal ABI, teria perdido a vida devido a um “traumatismo cervical penetrante causado por projétil de arma de fogo”.
Vale lembrar que, no mesmo sábado, a Igreja Católica, a Defensoria do Povo e a Assembleia Permanente de Direitos Humanos de El Alto e Províncias emitiram um comunicado conjunto para exigir o fim imediato da violência, após os confrontos registrados na rodovia entre La Paz e Oruro e em diversos setores de El Alto, quando o governo enviou o referido comboio de policiais e militares para tentar, sem sucesso, desbloquear as rodovias.
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