Publicado 08/06/2026 12:10

O governo da Bolívia acusa Evo Morales de enviar ônibus a La Paz para "gerar violência e caos"

Archivo - Arquivo - 5 de janeiro de 2026, Bolívia, La Paz: Manifestantes participam de protestos contra os cortes nos subsídios aos combustíveis, após a Central dos Trabalhadores da Bolívia (COB) ter abandonado as negociações com o governo sobre o Decreto
Radoslaw Czajkowski/dpa - Arquivo

MADRID 8 jun. (EUROPA PRESS) -

O governo da Bolívia acusou nesta segunda-feira o ex-presidente Evo Morales de enviar ônibus para La Paz com o objetivo de “gerar violência e caos”, quando já se completam cerca de 40 dias de protestos e graves distúrbios, que mantêm bloqueios em seis dos nove departamentos que compõem o país.

O Ministério de Obras Públicas publicou dois vídeos nos quais cinco ônibus supostamente partem de um dos bloqueios montados na rodovia que liga Oruro a La Paz, “com pessoas enviadas por Evo Morales (...) para gerar violência e caos” enquanto impedem a passagem de produtos de primeira necessidade.

“Não lhes importa que crianças e doentes esperem por suprimentos vitais. Não lhes importa que as famílias sofram com a escassez. Chegaram ao extremo de atirar pedras em ambulâncias, atacando veículos que transportam vidas e atendem emergências. Isso não é um protesto. É uma ação criminosa”, denunciou o Ministério de Obras Públicas.

“Quem bloqueia deve assumir a responsabilidade por cada doente que não recebe atendimento, por cada família que não consegue ter acesso a alimentos e por cada ato de violência que tentam desencadear em La Paz”, afirmou, segundo informa o ‘El Deber’.

Nesta segunda-feira completam-se 39 dias desde que eclodiram os grandes protestos em La Paz, que se espalharam para outras partes do país, com confrontos com as forças policiais e a instalação de cerca de cem bloqueios, a maioria deles em La Paz e Cochabamba, reduto político do ex-presidente Morales.

À greve por tempo indeterminado convocada pela Central Obrera Boliviana (COB), o principal sindicato do país, somaram-se os bloqueios de estradas liderados, em parte, por grupos de camponeses e da zona rural.

Inicialmente, os manifestantes exigiam melhorias na qualidade de vida e nas condições de trabalho em seus setores, em meio à profunda crise social e econômica que vem assolando o país nos últimos anos; porém, com o passar dos dias, passaram a exigir como condição a renúncia do presidente Rodrigo Paz.

Enquanto isso, o Congresso da Bolívia aprovou nas últimas horas, após um extenso debate, a chamada Lei de Regulamentação dos Estados de Exceção, que permite ao governo mobilizar as Forças Armadas para romper esses bloqueios.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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