PRESIDENCIA DE ARGENTINA - Arquivo
MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
O chefe de gabinete argentino, Manuel Adorni, confirmou nesta segunda-feira que há “novos protocolos” para o acesso de jornalistas credenciados à Casa Rosada, que incluem restrições de acesso a determinados espaços do prédio, após o levantamento da proibição à imprensa após mais de uma semana de restrição.
Adorni explicou em uma coletiva de imprensa que se trata de “fazer cumprir a normativa”. “Não vamos permitir que sejam cometidos atos que coloquem em risco a segurança nacional”, afirmou, acrescentando que flexibilizarão o protocolo à medida que a Casa Militar determinar que não há riscos adicionais de filmagens ilegais.
“Não se trata de censurar a liberdade de expressão, não é ameaçar o jornalismo, não é construir uma estrutura para silenciar vozes dissidentes. Somos totalmente a favor da liberdade de imprensa e somos o governo que mais a promoveu”, argumentou.
Nesse sentido, o chefe de gabinete do governo liderado por Javier Milei reiterou que “nada está fora da regulamentação” e que essas decisões são tomadas “em prol da segurança nacional”, bem como da segurança dos funcionários argentinos.
“Sob nenhum outro governo vocês tiveram tanta liberdade para dizer o que quiserem, quando quiserem e onde quiserem. Surpreendem algumas declarações que fizeram nos últimos dias, apontando o fechamento temporário da sala de imprensa como uma suposta ameaça à liberdade de expressão. Chegaram até a dizer que queremos fechar todos os meios de comunicação”, criticou.
Isso ocorre depois que o governo argentino, por meio da Casa Militar — órgão responsável pela segurança da Casa Rosada e da residência oficial Quinta de Olivos — denunciou dois jornalistas do Todo Noticias após gravarem áreas comuns da Casa Rosada, acusando-os de revelação de segredos e de expor os funcionários a riscos injustificados com suas ações.
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