Publicado 23/03/2026 06:52

O governo comemora que já se nota a queda no preço dos combustíveis após a entrada em vigor do decreto

Não considera o confronto de sexta-feira como uma “manifestação” do Sumar e nega que o governo estivesse em risco

A segunda vice-presidente e ministra do Trabalho e da Economia Social, Yolanda Díaz (à esquerda), e a ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações e porta-voz do Governo, Elma Saiz (à direita), durante uma coletiva de imprensa após o Conselho de Min
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID, 23 mar. (EUROPA PRESS) -

A porta-voz do governo, Elma Saiz, afirmou nesta segunda-feira que os cidadãos já estão percebendo a queda nos preços do diesel e da gasolina desde a entrada em vigor, neste fim de semana, do decreto-lei com as medidas aprovadas pelo Executivo.

Além disso, minimizou a importância do impasse da última sexta-feira entre o PSOE e o Sumar, quando os partidários de Yolanda Díaz decidiram não entrar no Conselho de Ministros até que fossem incorporadas medidas sobre habitação, e garantiu que nunca esteve em discussão uma ruptura do Governo.

Em média, observou ela, os espanhóis estão economizando “20 euros” por tanque de combustível e, portanto, seus bolsos estão sendo protegidos, e a redução não está aumentando as margens de lucro das empresas. “Já é uma realidade”, afirmou a ministra porta-voz em entrevista ao programa “La hora de la 1” da TVE, divulgada pela Europa Press, na qual defendeu que as medidas estão “aliviando” o peso sobre os cidadãos na hora de reabastecer seus veículos.

“TRANQUILIDADE” GRAÇAS ÀS ENERGIA RENOVÁVEIS

Quanto ao preço da eletricidade, a ministra insistiu que a Espanha “fez o dever de casa” em sua aposta nas energias renováveis nos últimos anos e, portanto, encontra-se em uma posição inicial de “maior tranquilidade” em relação a outros países mais dependentes de combustíveis fósseis.

De qualquer forma, Saiz alertou que a guerra “ilegal” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã tem “consequências diretas” sobre a economia e, por isso, o Executivo aprovou na sexta-feira um primeiro pacote de 80 medidas e 5 bilhões de euros que, segundo ela, trará “certeza nos próximos meses”.

No entanto, ele não descarta novas medidas, já que o governo continuará “monitorando” a situação para continuar protegendo os cidadãos e para verificar se as medidas já aprovadas são eficazes e os beneficiam diretamente.

EVITAR “ABUSOS” DE EMPRESAS

Eles querem que não haja “nenhuma possibilidade de enriquecimento às custas do infortúnio alheio” e, por isso, a Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) é responsável por fiscalizar para que não haja “nenhum tipo de abuso” com o aumento dos preços.

Quanto ao emprego, a ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações garante que os níveis de afiliação “continuam sendo extraordinariamente positivos”.

O CONSELHO DE MINISTROS DECORREU "COM NORMALIDADE"

Em relação ao impasse com o parceiro minoritário da coalizão, Sumar, que na última sexta-feira se recusou a entrar na sala do Conselho de Ministros até que fossem incluídas medidas sobre habitação, Saiz garantiu que viveu esse momento "com total normalidade".

Há alguns Conselhos de Ministros, sustentou ela, que seguem “na linha”, mas este último foi “extraordinário”, porque “extraordinário é o que o mundo está vivendo”.

De qualquer forma, ela defendeu que o importante é que a coalizão conseguiu “resultados”, um acordo para aprovar dois decretos reais, um com medidas para reduzir o preço da energia e outro sobre habitação. Este último ainda sem o apoio parlamentar para sua aprovação.

“Não vejo isso como um protesto”, disse Saiz, tentando minimizar a importância desse episódio. “Acredito que seja o trabalho de um órgão colegiado onde se analisa, se discute e se comenta pelo tempo que for necessário”, acrescentou, garantindo que “sob nenhuma circunstância” esteve em pauta uma ruptura do Governo.

“Temos objetivos comuns e este Governo está trabalhando na mesma direção, com resultados importantes e com a vocação de continuar oferecendo o que as pessoas precisam agora, que é confiança e medidas”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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