Publicado 25/04/2026 07:27

O governo chega a um acordo com a França para convidar um ministro para uma reunião "ad hoc" e não para o Conselho, a fim de salvar

Isso resolveria o obstáculo que levou o Congresso a rejeitar o Tratado em maio passado

Archivo - Arquivo - O presidente da França, Emmanuel Macron (à esquerda), e o presidente do Governo, Pedro Sánchez (à direita), posam após a assinatura de um Tratado de Amizade entre seus respectivos países, durante a XXVII Cúpula Hispano-Francesa, no Mus
David Zorrakino - Europa Press - Arquivo

MADRID, 25 abr. (EUROPA PRESS) -

O Governo chegou a um acordo com o Executivo francês, segundo o qual um ministro francês será convidado a participar de reuniões “ad hoc” e não do Conselho de Ministros propriamente dito, com o objetivo de resolver o principal obstáculo para conseguir a ratificação nas Cortes do Tratado de Amizade com a França, assinado em janeiro de 2023 e rejeitado pelo Congresso no ano passado, explicaram fontes diplomáticas à Europa Press.

O Conselho de Ministros acordou na última terça-feira o encaminhamento ao Parlamento para tramitação urgente do Tratado de Amizade, após ter chegado a um “acordo administrativo” com a França em relação ao artigo 2.4 do mesmo.

Esse artigo era o que previa que “um membro do Governo de uma das partes será convidado para o Conselho de Ministros da outra parte, pelo menos uma vez a cada três meses e por rodízio", e ao qual o PP se agarrou tanto para levar adiante no Senado um recurso prévio de inconstitucionalidade perante o Tribunal Constitucional — do qual o alto tribunal acabou se abstendo em dezembro — quanto para derrubar o tratado no Congresso no último dia 14 de maio, com o apoio do Vox e a abstenção do Junts e do Podemos.

Segundo informou a Moncloa na terça-feira, nos dias 6 e 10 de abril ocorreu uma “troca de cartas” entre os ministros das Relações Exteriores dos dois países, com a qual se chegou a um “acordo interpretativo” do artigo 2.4, o que obrigava o Conselho de Ministros a encaminhar o Tratado às Cortes.

Especificamente, segundo fontes diplomáticas consultadas pela Europa Press, o acordo interpretativo estipula que “quando tal convite for feito, terá por objeto a participação em uma reunião distinta, à margem do Conselho de Ministros”, ou seja, será uma reunião ‘ad hoc’.

ACORDO SEMELHANTE COM A ALEMANHA E A ITÁLIA

“Esta reunião simbólica tem por objetivo ilustrar a qualidade e o nível de ambição da relação bilateral” entre a Espanha e a França, destacam as fontes, que lembram que os tratados que o país vizinho mantém com a Alemanha ou com a Itália também incluem “disposições semelhantes” e que a modalidade da reunião é definida “em função das preferências e práticas institucionais” de cada parceiro.

Nesse sentido, as fontes insistem que “esta disposição não prejudica de forma alguma a soberania da Espanha ou da França, uma vez que o membro do governo do país convidado para uma reunião ad hoc manterá com os membros do governo do país anfitrião meras consultas e não participará na tomada de decisões”.

Agora, resta saber se o acordo alcançado resolve as dúvidas que o PP tinha em relação ao Tratado. Assim que o texto for admitido pela Mesa do Congresso, o que se espera para esta terça-feira, começarão a correr os prazos para emendas, que, por serem tramitadas com urgência, serão reduzidos pela metade, e o mesmo acontecerá no Senado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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