Publicado 04/08/2026 08:11

O governo de Ceuta estima em “mil” o número de menores migrantes que acolhe após a chegada em massa

Vários migrantes na praia do Trampolín, em 3 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). A ONG de Ceuta, Luna Blanca, distribuiu nos últimos dias mais de 12.000 refeições entre os migrantes que chegaram à cidade durante a entrada em massa vinda de M
Iván Zambrano / Europa Press

CEUTA 4 ago. (EUROPA PRESS) -

O Governo de Ceuta estimou nesta terça-feira em “aproximadamente mil” o número de menores estrangeiros desacompanhados que estão sendo acolhidos pela Cidade Autônoma neste momento, após a chegada em massa de migrantes registrada na semana passada.

Foi o que explicou o porta-voz do Executivo local, Alejandro Ramírez, durante a coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Governo, na qual admitiu que não é possível fornecer “um número exato”, uma vez que o processo de localização e integração dos menores ao sistema de proteção ainda está em andamento.

“Até o momento, estamos em aproximadamente mil. Não sabemos fornecer o número exato, já que ainda há muitos menores espalhados por diferentes bairros e pelas ruas da nossa cidade”, destacou.

Ramírez descreveu como “muito complicada” a situação pela qual Ceuta está passando e alertou que tanto os recursos de proteção à infância quanto o Centro de Estadia Temporária de Imigrantes (CETI) continuam “sobrecarregados”.

“A situação no CETI é de total caos e sobrecarga, o que torna a situação neste momento muito insustentável e muito complicada para a cidade”, afirmou.

25 MILHÕES DO GOVERNO

Questionado sobre a transferência extraordinária de 25 milhões de euros anunciada nesta terça-feira pelo Ministério da Juventude e da Infância para atender ao acolhimento de menores migrantes em Ceuta, o porta-voz evitou avaliar se esse montante será suficiente.

“Qualquer financiamento destinado à manutenção e aos cuidados do programa para menores desacompanhados é bem-vindo”, declarou, embora tenha insistido que é impossível determinar se esses recursos serão suficientes enquanto persistir uma situação que ele se empenhou em qualificar como “muito complicada”.

O porta-voz explicou que a Secretaria responsável solicitou ao Estado que disponibilize “todos os recursos disponíveis” para ampliar a capacidade de acolhimento, assim como ocorreu durante a crise migratória de maio de 2021.

OUTROS DOIS GALPÕES

Para atender à demanda, a área de Menores da cidade autônoma começou a adaptar dois galpões para destiná-los ao atendimento de menores. Ambas se somarão às outras duas que foram reabertas na semana passada.

Ramírez também detalhou o procedimento seguido com os menores que ainda permanecem nas vias públicas. Nesses casos, conforme explicou, são os agentes da Polícia Local que os localizam e os transferem para os centros habilitados, onde é iniciado o processo de identificação e os exames necessários para determinar sua idade antes de colocá-los à disposição da Área de Menores ou, se for o caso, encaminhá-los para os centros destinados a adultos.

O porta-voz insistiu que o processo continua em andamento e que o número de menores sob tutela da cidade pode continuar aumentando à medida que forem localizados aqueles que ainda permanecem dispersos por diferentes pontos de Ceuta.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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