Marcos Moreno - Europa Press
MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
O Governo de Ceuta fez um apelo à calma e pediu que não se aumente a tensão após os incidentes ocorridos nas últimas horas na cidade autônoma, decorrentes da crise migratória resultante da entrada em massa de cerca de 80 mil imigrantes no final de julho.
A segunda vice-presidente de Ceuta e secretária de Estado da Fazenda, Transição Econômica e Transformação Digital, Kissy Chandiramani, informou que, por volta das 5h, foi relatado “um incidente” no bairro de Benzú, “no qual participaram alguns imigrantes e também militares”.
Diante disso, Chandiramani pediu aos moradores de Ceuta que evitem a violência nos protestos e mantenham a “unidade” diante da legitimidade de sair às ruas, “mas sempre em um clima de tranquilidade, pois essa alta tensão não leva a lugar nenhum”.
“A tensão na cidade de Ceuta está muito elevada e acredito que, entre todos nós — como entidades políticas, instituições e meios de comunicação —, devemos apelar à calma, pois essa tensão pode nos levar aonde ninguém quer que estejamos”, destacou ela em entrevista à ‘Cadena Ser’, divulgada pela Europa Press.
A segunda vice-presidente afirmou que compreende que a população está “cansada” e precisa de “respostas”, pois “a paciência tem um limite” e “os ânimos estão à flor da pele” diante da falta de soluções por parte do governo central. Ela também pediu confiança, pois a crise será resolvida, embora tenha reconhecido que a chegada em massa no final de julho “foi avassaladora para as administrações” e que a resposta “demorou muito”.
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