Europa Press/Contacto/Vuk Valcic - Arquivo
MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - O governo do Reino Unido negou nesta quarta-feira ter suspendido o acordo com Maurício para devolver ao país africano a soberania do arquipélago de Chagos, depois que o secretário de Estado britânico para o Oriente Médio, Hamish Falconer, se expressou nesses termos durante uma sessão no Parlamento.
“Não há pausa, nunca estabelecemos um prazo e os prazos serão anunciados da maneira habitual”, disse uma fonte do governo à BBC, depois que Falconer afirmou no Parlamento que o acordo estava “em pausa” enquanto se “dialogava” com os Estados Unidos sobre suas reticências a respeito.
Falconer explicou que, embora o apoio dos Estados Unidos a este acordo “não tenha mudado”, as últimas declarações de Trump, por serem “significativas”, motivaram “uma pausa para manter conversações” sobre esta questão. “Estamos agora a discutir essas preocupações diretamente com os Estados Unidos. Temos um processo em curso no Parlamento em relação ao tratado. Vamos apresentá-lo novamente no momento oportuno. Estamos fazendo uma pausa para manter conversações com nossos homólogos americanos”, explicou. Há uma semana, o presidente americano, Donald Trump, instou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a reverter o acordo, apesar de ter se mostrado favorável inicialmente, chegando até a ameaçar usar o arquipélago para um eventual ataque ao Irã se este não desistir de seu programa nuclear.
O acordo implica, além de devolver a soberania de Chagos a Maurício, o pagamento de 115 milhões de euros anuais ao país africano a título de aluguel para continuar mantendo na ilha Diego Garcia, a maior do arquipélago, uma base militar que administra em conjunto com os Estados Unidos.
Trump criticou em janeiro o acordo “estúpido” entre o Reino Unido e Maurício, tentando relacionar essa questão com suas reivindicações territoriais sobre a Groenlândia, pois que os britânicos cedam “terras extremamente importantes é um ato de grande estupidez e mais um em uma longa lista de razões de segurança nacional pelas quais a Groenlândia deve ser adquirida”.
Nos últimos dias, ele voltou a insistir nessa ideia em suas redes sociais, afirmando que a “cessão” desse território é uma “mancha” para o Reino Unido, a quem pediu que entregasse o atolão Diego Garcia, onde se encontra a base militar que Washington e Londres administram em conjunto.
Palavras que chocaram com uma declaração do dia anterior do Departamento de Estado dos Estados Unidos endossando o acordo, que se encontra na fase final de tramitação no Parlamento britânico.
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