Europa Press/Contacto/Jacqueline Lawrie
MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
O governo do Reino Unido instou o líder do partido de extrema direita UK Reform, Nigel Farage, a esclarecer a origem de uma doação de cinco milhões de libras (cerca de 5,8 milhões de euros) que o partido recebeu em 2024 de uma empresa de combustível de aviação, diante das suspeitas de que os fundos poderiam provir de negócios com a Rússia.
Em uma carta vista pelo jornal “The Guardian”, o ministro da Defesa britânico, John Healey, pediu ao líder do Reform que confirmasse que nenhuma parte da quantia de cinco milhões de libras entregue pela AML Global, uma empresa de combustível, “provinha de transações com empresas de energia ligadas ao Estado russo” e que “nenhum combustível proveniente de refinarias controladas pela Rússia tenha passado por sua cadeia de abastecimento”.
Healey insta, então, que a empresa se submeta a uma auditoria “totalmente independente” de sua cadeia de suprimentos e argumenta que as posições políticas favoráveis à Rússia colocam o partido de Farage sob uma “nuvem russa” que, em sua opinião, “somente a transparência pode dissipar”.
No centro das atenções está essa empresa, de propriedade de Christopher Harborne, um empresário britânico-tailandês radicado na Tailândia, e se ela cumpriu as sanções então em vigor contra a Rússia pela invasão da Ucrânia iniciada em fevereiro de 2022.
Conforme defendido pela referida empresa em um comunicado ao próprio jornal britânico, suas transações cumpriram integralmente todas as sanções britânicas e internacionais, e ela realizou auditorias em suas empresas associadas para garantir o mesmo.
INTERESSES NA OFENSIVA NO IRÃ
Por outro lado, Healy também apontou um suposto interesse de Farage em promover a guerra no Irã, ofensiva que ele apoiou desde o início, alegando sua relação com Harborne.
“A população tem o direito de se perguntar se seus interesses econômicos influenciaram sua postura política e seu apoio inicial a lançar as forças armadas do Reino Unido de cabeça em uma guerra no Oriente Médio sem um plano”, indicou a carta do ministro da Defesa britânico, que afirmou não estar pedindo que ele devolva o dinheiro, mas que “abra os livros”.
“Se as respostas forem tão claras quanto ele sem dúvida afirmaria, essa transparência não lhe custará nada. Se não forem, o público tem todo o direito de saber”, ressaltou, enfatizando que a carta levanta questões que “o interesse público o obriga a responder”.
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