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MADRID 13 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Justiça da Bolívia, Cesar Siles, disse nesta sexta-feira que é o "momento certo" para a polícia prender o ex-presidente Evo Morales, após os recentes dias de protestos violentos de seus seguidores, que deixaram quatro policiais e um civil mortos.
Siles mais uma vez instou a polícia a agir, uma vez que o Ministério Público e os juízes "fizeram seu trabalho", emitindo vários mandados de prisão e as resoluções judiciais correspondentes, de acordo com o jornal 'El Deber'.
"Agora cabe à polícia executar esses mandados. É hora de fazer isso, 90% estão pedindo isso, a prisão de Evo Morales", disse o ministro, que afirmou que o que aconteceu em Llallagua e Chapare nos últimos dias é típico de "um estado de ilegalidade".
Siles lembrou que foi apresentada uma acusação de terrorismo contra Morales pelos fatos ocorridos durante os onze dias de bloqueios e protestos organizados pelos seguidores do ex-presidente em protesto contra sua desqualificação para concorrer às eleições de 17 de agosto.
"Há interesses pessoais de pequenos grupos que não querem que as eleições sejam realizadas", disse Siles, que saudou o recente compromisso entre o governo, a oposição e diferentes órgãos estatais para garantir a integridade das instituições e o bom andamento das eleições de agosto.
Há vários meses, Morales vem se refugiando na cidade de Lauca Eñe, em seu reduto de Cochambamba, coincidindo com a emissão de vários mandados de prisão por crimes de tráfico de pessoas para a filha que ele supostamente teve de um relacionamento com uma garota de 16 anos quando ainda era presidente.
A polícia ainda não executou esses mandados, alegando dificuldades logísticas devido ao risco de sérios confrontos com os grupos que protegem o ex-presidente boliviano.
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