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MADRID 24 out. (EUROPA PRESS) -
O governo boliviano que está deixando o poder criticou Rodrigo Paz por "estender o tapete vermelho" para a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), que o ex-presidente Evo Morales expulsou em 2008 por supostamente conspirar para tirá-lo do poder, logo depois de fazer o mesmo com o então embaixador, Philip Goldberg.
O ministro do governo, Roberto Ríos, referiu-se às declarações de Paz dando boas-vindas a todas as organizações internacionais, incluindo a DEA, que desejam cooperar com as novas autoridades bolivianas.
"Acreditamos e pensamos que essas declarações tendem a estender o tapete vermelho para que a DEA retorne ao nosso país", lamentou Ríos em uma coletiva de imprensa, na qual destacou o "fracasso" dessa agência em outros países, onde ela "impôs" suas práticas.
"Vimos que a DEA, em outros países, em vez de obter resultados positivos na luta contra o narcotráfico, teve resultados e efeitos negativos, como a violação sistemática dos direitos humanos e o uso excessivo da força", destacou, segundo o jornal 'El Deber'.
Ríos também argumentou que a luta contra as drogas deve ser vista não apenas pelo prisma da oferta, "mas também pelo lado da demanda", em uma clara alusão ao maior consumidor do mundo, os Estados Unidos.
Ele também destacou o trabalho que o governo vem fazendo nos últimos anos para combater as drogas, "um modelo com dignidade e soberania", disse ele, sem interferência estrangeira e sob uma "responsabilidade internacional compartilhada".
A vitória eleitoral de Rodrigo Paz põe fim a quase duas décadas de governo do Movimento para o Socialismo (MAS) e confirma o restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos, como os partidos se apressaram em demonstrar poucas horas após o anúncio dos resultados de 19 de outubro.
O primeiro aceno do governo Trump foi anunciar um plano de ajuda para enfrentar a escassez de combustível na Bolívia, um dos pilares da grave crise econômica, juntamente com a falta de moeda estrangeira e a alta inflação.
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