Publicado 03/05/2026 13:12

O governo boliviano condena a greve por tempo indeterminado "conspiratória" do sindicato COB

Archivo - Arquivo - 5 de janeiro de 2026, Bolívia, La Paz: Manifestantes participam de protestos contra os cortes nos subsídios aos combustíveis, após a Central dos Trabalhadores da Bolívia (COB) ter abandonado as negociações com o governo sobre o Decreto
Radoslaw Czajkowski/dpa - Arquivo

MADRID 3 maio (EUROPA PRESS) -

O governo da Bolívia denunciou neste sábado que por trás da convocação para a greve por tempo indeterminado pela Central Operária Boliviana (COB) existe um “plano conspiratório” e manifestou sua disposição de dialogar para atender às reivindicações sindicais.

O porta-voz oficial da Presidência, José Luis Gálvez, explicou que a COB apresentou 211 solicitações e exigências, das quais 180 já haviam sido apresentadas aos governos anteriores controlados pelo Movimento ao Socialismo, afim ao sindicato, sem que fossem resolvidas.

“Vamos resolver isso agora, mas como vamos resolver se eles não querem sentar para conversar?”, argumentou Gálvez em entrevista à El Deber Radio, na qual mencionou interesses políticos e possíveis fontes de financiamento externo.

“O fato de não quererem diálogo, de insistirem em bloqueios, de obrigarem a população a não trabalhar, além de pedirem a renúncia do presidente, é uma conspiração”, afirmou.

Gálvez também criticou as reivindicações salariais, quando alguns representantes recebem rendimentos equivalentes a “15, 16 e até 18 vezes o salário mensal em suas contas bancárias”. Esse aumento afetaria sindicalistas e microempresários, com risco de demissões e fechamento de unidades produtivas devido à crise econômica que ele atribuiu à gestão de governos anteriores.

A COB iniciou no último dia 1º de maio uma greve geral por tempo indeterminado com mobilizações, após a assembleia nacional que reuniu representantes dos nove departamentos do país.

“Foi declarada a greve geral indefinida com mobilizações para apoiar nossos companheiros em greve e, se o governo não resolver a situação imediatamente, terá que se afastar”, declarou o dirigente da COB, Mario Argollo.

Argollo destacou que a greve também responde ao aumento do custo da cesta básica, ao desemprego e às restrições no abastecimento de combustíveis, além de acusar a falta de soluções por parte do governo.

Ele denunciou ainda o nepotismo nos ministérios e questionou o ministro do Trabalho, Édgar Morales, afirmando que “toda a sua família está envolvida” nessa pasta. Ao mesmo tempo, desafiou as autoridades a conhecerem as condições de trabalho dos mineiros e dos trabalhadores da zona rural.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado